HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Um homem de 88 anos se apresenta ao departamento de emergência com dor abdominal intensa. Ele relata dificuldade para urinar nas últimas semanas e não consegue urinar desde a noite passada. Qual é a etiologia MAIS COMUM de retenção urinária aguda neste grupo demográfico?
Retenção urinária aguda em idoso masculino → etiologia mais comum é Hipertrofia Prostática Benigna (HPB).
A Hipertrofia Prostática Benigna (HPB) é a causa mais prevalente de retenção urinária aguda em homens idosos devido ao crescimento da próstata que obstrui o fluxo urinário, exacerbada por fatores como desidratação ou medicamentos.
A retenção urinária aguda (RUA) é uma emergência urológica caracterizada pela incapacidade súbita de esvaziar a bexiga, resultando em dor intensa e distensão abdominal. Em homens idosos, a etiologia mais comum e prevalente para RUA é a hipertrofia prostática benigna (HPB). A HPB é uma condição progressiva que leva ao aumento do volume da próstata, causando obstrução infravesical e sintomas do trato urinário inferior (STUI). A obstrução causada pela próstata aumentada dificulta o fluxo urinário, podendo ser precipitada por fatores como uso de certos medicamentos (ex: anticolinérgicos, descongestionantes), constipação, infecções urinárias ou grande ingestão de líquidos. O diagnóstico é clínico, com o paciente apresentando dor suprapúbica e incapacidade de urinar, e é confirmado pela palpação de uma bexiga distendida e, idealmente, ultrassonografia para medir o volume urinário residual. O manejo inicial da RUA envolve a descompressão imediata da bexiga, geralmente por cateterismo uretral. Após a descompressão, a investigação da causa subjacente, como a HPB, é essencial para prevenir recorrências. O tratamento da HPB pode incluir medicamentos (alfa-bloqueadores, inibidores da 5-alfa-redutase) ou intervenções cirúrgicas, como a ressecção transuretral da próstata (RTU de próstata).
Os sintomas incluem jato urinário fraco, hesitação, polaciúria, noctúria, urgência e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
O diagnóstico é clínico, com incapacidade de urinar e dor suprapúbica, confirmado por exame físico (bexiga palpável) e ultrassonografia que mostra grande volume residual.
O tratamento inicial é a descompressão da bexiga através da cateterização uretral, seguida de investigação e manejo da HPB subjacente.
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