HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Homem 76 anos com história de hiperplasia benigna de próstata, doença de Parkinson, hipertensão arterial sistêmica desenvolve quadro de infecção de vias aéreas superiores e automedicou-se com analgésicos, inalações, “antigripal ” e “xarope ”. Vem ao pronto atendimento com retenção urinária aguda. Qual das drogas listadas, provavelmente, é a menos implicada neste quadro?
Idoso com HBP + automedicação para resfriado → atenção a drogas anticolinérgicas (ipatrópio) e alfa-agonistas (pseudoefedrina) que causam retenção urinária.
Em pacientes idosos com hiperplasia benigna de próstata (HBP), medicamentos com atividade anticolinérgica (como o brometo de ipatrópio) ou alfa-adrenérgica (como a pseudoefedrina) podem precipitar retenção urinária aguda. A n-acetilcisteína, um mucolítico, não possui esse efeito e é a menos implicada neste cenário.
A retenção urinária aguda é uma emergência urológica comum, especialmente em homens idosos com hiperplasia benigna de próstata (HBP). A prevalência aumenta com a idade e pode ser precipitada por diversos fatores, incluindo o uso de certos medicamentos. É crucial para o médico identificar os fármacos que podem agravar a obstrução do fluxo urinário em pacientes de risco. Medicamentos com efeitos anticolinérgicos (como o brometo de ipatrópio, alguns anti-histamínicos e antidepressivos) relaxam o músculo detrusor da bexiga e contraem o esfíncter interno, dificultando a micção. Da mesma forma, os alfa-agonistas (como a pseudoefedrina, presente em muitos antigripais) aumentam o tônus do esfíncter uretral interno, exacerbando a obstrução. A levodopa, usada no Parkinson, não é um fator direto de retenção, e a hidralazina, um vasodilatador, também não. A n-acetilcisteína, um mucolítico, não tem impacto conhecido na função vesical. O manejo da retenção urinária aguda envolve o alívio imediato da obstrução e a revisão da farmacoterapia do paciente. A educação do paciente sobre os riscos de automedicação, especialmente com produtos de venda livre que contêm agentes anticolinérgicos ou alfa-agonistas, é fundamental para prevenir recorrências.
As classes mais comuns são os anticolinérgicos (presentes em alguns antiespasmódicos, antidepressivos tricíclicos e anti-histamínicos de primeira geração) e os alfa-agonistas (presentes em descongestionantes nasais como pseudoefedrina e fenilefrina).
A doença de Parkinson pode causar disfunção vesical neurogênica, incluindo hiperatividade do detrusor e dissinergia detrusor-esfincteriana, o que pode levar a sintomas de urgência, frequência e, em alguns casos, retenção urinária.
A conduta inicial é o alívio da obstrução, geralmente por cateterismo vesical (sonda de Foley) para drenar a urina. Após o alívio, deve-se investigar a causa e ajustar a medicação, se necessário.
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