INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Parturiente de 29 anos, sem comorbidades, esteve em trabalho de parto por 8 horas e evoluiu para parto vaginal. Após 10 minutos do desprendimento do feto, ainda não se observou a expulsão da placenta. A paciente está estável e sem sinais de hemorragia. Diante do quadro apresentado, a conduta a ser adotada é
Retenção placentária > 30 min ou > 15 min com sangramento → Tração controlada do cordão + manobra de Brandt-Andrews.
A tração controlada do cordão umbilical, associada à contra-tração suprapúbica (manobra de Brandt-Andrews), é a conduta padrão para auxiliar a dequitação placentária em casos de retenção após 15-30 minutos, prevenindo a atonia uterina e hemorragia pós-parto.
A retenção placentária é uma complicação do terceiro estágio do parto, definida pela falha na expulsão da placenta após 30 minutos do nascimento do feto. Sua incidência varia, mas é uma causa significativa de hemorragia pós-parto (HPP), uma das principais causas de mortalidade materna globalmente. O manejo adequado e oportuno é crucial para a segurança da parturiente e para prevenir desfechos adversos. Fisiologicamente, a dequitação placentária ocorre por um descolamento da placenta da parede uterina, seguido por sua expulsão. A retenção pode ser causada por atonia uterina, placenta acreta ou encarceramento da placenta por contração do colo. O diagnóstico é clínico, observando-se a ausência de sinais de descolamento placentário e de expulsão após o tempo limite estabelecido, geralmente 15 a 30 minutos pós-parto. O tratamento da retenção placentária envolve o manejo ativo do terceiro estágio do parto, que inclui a administração de ocitocina, tração controlada do cordão umbilical e massagem uterina. Se a placenta não for expelida, a tração controlada do cordão com contra-tração suprapúbica (manobra de Brandt-Andrews) é a conduta inicial. Em caso de falha, a remoção manual da placenta pode ser necessária. O prognóstico é bom com intervenção precoce, mas o risco de HPP é elevado e exige vigilância constante.
A retenção placentária é diagnosticada quando a placenta não é expelida após 30 minutos do nascimento do feto, mesmo com o manejo ativo do terceiro estágio do parto, ou após 15 minutos se houver sangramento excessivo.
A tração controlada do cordão umbilical, combinada com a contra-tração suprapúbica (manobra de Brandt-Andrews), é fundamental para auxiliar a dequitação placentária e reduzir o risco de hemorragia pós-parto, uma das principais causas de mortalidade materna.
A principal complicação da retenção placentária é a hemorragia pós-parto, que pode levar a choque hipovolêmico, necessidade de transfusão sanguínea, histerectomia e, em casos graves, óbito materno.
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