Retenção Placentária: Fatores de Risco e Manejo

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020

Enunciado

Quanto aos fatores de risco para a retenção placentária, considere os itens a seguir. I. Idade materna menor que 30 anos. II. Inserção velamentosa do cordão umbilical. III. Uso de metilergometrina. IV. Úteros de configuração anômala. Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente os itens I e II são corretos.
  2. B) Somente os itens I e IV são corretos.
  3. C) Somente os itens III e IV são corretos.
  4. D) Somente os itens I, II e III são corretos.
  5. E) Somente os itens II, III e IV são corretos.

Pérola Clínica

Fatores de risco para retenção placentária incluem inserção velamentosa do cordão, útero anômalo e uso de metilergometrina.

Resumo-Chave

A retenção placentária é uma emergência obstétrica que pode levar à hemorragia pós-parto. Fatores como inserção velamentosa do cordão umbilical e anomalias uterinas dificultam a dequitação. O uso de metilergometrina, embora uterotônico, pode causar espasmo uterino e aprisionamento da placenta, contribuindo para a retenção.

Contexto Educacional

A retenção placentária é uma complicação obstétrica séria, definida pela falha na expulsão da placenta em até 30 minutos após o nascimento do bebê, e é uma das principais causas de hemorragia pós-parto. Para residentes, é crucial identificar os fatores de risco para prevenir e manejar essa condição. Entre os fatores de risco, destacam-se a inserção velamentosa do cordão umbilical, onde os vasos umbilicais se inserem nas membranas em vez da placa coriônica, dificultando a dequitação. Úteros de configuração anômala, como útero bicorno ou septado, também podem impedir a contração uterina eficaz e a expulsão placentária. O uso de metilergometrina, embora um uterotônico potente, se administrado antes da dequitação completa, pode induzir um espasmo uterino que aprisiona a placenta, em vez de auxiliar sua expulsão. É importante notar que a idade materna menor que 30 anos não é um fator de risco; na verdade, a idade avançada e a multiparidade podem aumentar o risco de acretismo placentário, que é uma causa de retenção. O reconhecimento precoce desses fatores e a vigilância durante o terceiro estágio do trabalho de parto são essenciais para evitar complicações graves como a hemorragia e a necessidade de intervenções manuais ou cirúrgicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para retenção placentária?

Os principais fatores de risco para retenção placentária incluem história prévia de retenção, prematuridade, multiparidade, anomalias uterinas (como útero bicorno), inserção velamentosa do cordão umbilical, acretismo placentário e, paradoxalmente, o uso inadequado de uterotônicos como a metilergometrina que pode causar espasmo e aprisionamento.

Como a inserção velamentosa do cordão umbilical contribui para a retenção placentária?

Na inserção velamentosa, os vasos umbilicais se ramificam nas membranas antes de atingir a placa coriônica da placenta. Isso torna a placenta mais difícil de se desprender completamente, aumentando o risco de fragmentos placentários serem retidos no útero após o parto.

Por que a metilergometrina pode ser um fator de risco para retenção placentária?

Embora a metilergometrina seja um uterotônico usado para prevenir hemorragia pós-parto, seu uso antes da dequitação completa da placenta pode causar um espasmo uterino excessivo. Esse espasmo pode aprisionar a placenta dentro do útero, impedindo sua expulsão e levando à retenção.

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