PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
J.P.O, sexo feminino, de 14 anos de idade, veio para avaliação por ainda não apresentar nenhuma mudança puberal. Apresenta estatura abaixo do Z escore 2 (z <- 2) e idade óssea igual à idade cronológica. De acordo com o relato deste caso, o retardo puberal da paciente pode ser secundário ao
Menina > 13 anos sem puberdade + baixa estatura + idade óssea = idade cronológica → Suspeitar de Síndrome de Turner (hipogonadismo hipergonadotrófico).
A combinação de retardo puberal, baixa estatura e idade óssea compatível com a idade cronológica em uma adolescente feminina é um forte indicativo de hipogonadismo hipergonadotrófico, sendo a Síndrome de Turner a causa mais comum devido à disgenesia gonadal.
O retardo puberal em meninas é definido pela ausência de desenvolvimento mamário até os 13 anos ou ausência de menarca até os 15 anos. A investigação requer uma abordagem sistemática para diferenciar causas fisiológicas, como o atraso constitucional do crescimento e puberdade (ACCP), de patologias que podem indicar hipogonadismo. A baixa estatura é um achado importante que, combinado com o retardo puberal, direciona a investigação. A idade óssea é um marcador crucial na avaliação do crescimento e desenvolvimento puberal. No atraso constitucional, a idade óssea está significativamente atrasada em relação à idade cronológica, refletindo um atraso no processo maturacional geral, mas com um prognóstico de altura final geralmente normal. No entanto, quando a idade óssea é compatível com a idade cronológica em uma menina com baixa estatura e retardo puberal, isso sugere uma falha primária das gônadas, ou seja, um hipogonadismo hipergonadotrófico. A Síndrome de Turner (45,X0) é a causa mais comum de hipogonadismo hipergonadotrófico em meninas, caracterizada por disgenesia gonadal (ovários em fita), que resulta em falha ovariana e, consequentemente, em retardo puberal e amenorreia primária. Outras características incluem baixa estatura, pescoço alado, tórax em escudo e anomalias cardíacas ou renais. O diagnóstico é confirmado pelo cariótipo. O manejo envolve terapia de reposição hormonal para induzir a puberdade e manter as características sexuais secundárias, além do acompanhamento das comorbidades associadas.
Além do retardo puberal, a Síndrome de Turner é caracterizada por baixa estatura, pescoço alado, tórax em escudo, cúbito valgo e disgenesia gonadal, que leva ao hipogonadismo hipergonadotrófico.
No atraso constitucional do crescimento e puberdade, a idade óssea está atrasada em relação à idade cronológica. Na Síndrome de Turner, a idade óssea é geralmente compatível com a idade cronológica, apesar da baixa estatura e do retardo puberal.
Hipogonadismo hipergonadotrófico significa que as gônadas (ovários, neste caso) não estão funcionando adequadamente, mas a hipófise está produzindo níveis elevados de gonadotrofinas (LH e FSH) na tentativa de estimulá-las. Na Síndrome de Turner, isso ocorre devido à disgenesia gonadal (ovários rudimentares).
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