MedEvo Simulado — Prova 2026
Manuela, 13 anos, é levada ao pediatra pela mãe devido à preocupação com sua baixa estatura. Ao exame físico, a estatura encontra-se abaixo do percentil 3 para a idade, enquanto a estatura alvo, calculada pela altura dos pais, situa-se no percentil 50. A paciente encontra-se em estágio puberal de Tanner M1P1. A velocidade de crescimento documentada no último ano foi de 5,0 cm/ano. A mãe relata que teve sua menarca aos 16 anos e o pai da paciente refere que 'deu o estirão' apenas no final do ensino médio. A idade óssea, avaliada por radiografia de punho esquerdo, é de 10 anos e 6 meses. Com base no quadro clínico, é correto afirmar que:
Idade óssea atrasada + Histórico familiar de estirão tardio = Retardo Constitucional do Crescimento.
O Retardo Constitucional do Crescimento e da Puberdade (RCCP) caracteriza-se por desaceleração do crescimento na infância, atraso na maturação óssea e puberdade tardia, com prognóstico de estatura final normal.
O crescimento infantil é influenciado por fatores genéticos, hormonais e ambientais. O diagnóstico de baixa estatura exige uma análise criteriosa da curva de crescimento, velocidade de crescimento e maturação esquelética. O RCCP é uma das causas mais comuns de consulta por baixa estatura, sendo essencial tranquilizar a família sobre o potencial de crescimento final. Clinicamente, o atraso na idade óssea permite um tempo maior de crescimento linear antes do fechamento das epífises. Diferente de condições patológicas, o RCCP mantém uma velocidade de crescimento constante e proporcional à idade biológica (óssea), culminando em um estirão puberal tardio mas eficaz.
No Retardo Constitucional do Crescimento e da Puberdade (RCCP), a idade óssea está significativamente atrasada em relação à idade cronológica, e há frequentemente um histórico familiar de puberdade tardia (menarca ou estirão tardios). Já na Baixa Estatura Familiar, a idade óssea é compatível com a idade cronológica, a velocidade de crescimento é normal e a criança cresce dentro de seu canal genético, que já é baixo.
A conduta é predominantemente expectante e baseada em orientações e suporte psicológico. Como se trata de uma variante da normalidade, a criança atingirá sua estatura alvo genética, embora mais tarde que seus pares. Testes de estímulo para GH não são indicados rotineiramente se a velocidade de crescimento for normal para a idade óssea.
Uma velocidade de crescimento de 5 cm/ano em uma menina de 13 anos pré-púbere (Tanner M1) é considerada normal. No RCCP, a velocidade de crescimento é adequada para a idade óssea (que no caso é de 10 anos), reforçando o diagnóstico de variante da normalidade em vez de uma patologia endócrina como a deficiência de GH.
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