HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
Mãe de um adolescente, com 12 anos e 8 meses de idade, sexo masculino, apresenta preocupações com a altura de seu filho. Não há relato de nenhuma anormalidade na gestação, parto e infância. O desenvolvimento neuropsicomotor sempre foi adequado. Excelente desempenho na escola. Não há doenças crônicas. Quando tinha 11 anos e 8 meses de idade, foi atendido por um médico de família da sua região, que não encontrou nenhuma anormalidade e sua altura foi de 133 cm (percentil 1,2). Na consulta atual, exame clínico persiste sem quaisquer anormalidades, o estadiamento puberal de Tanner é G1P1 e a estatura é 137,5 cm (percentil 2). A idade óssea atual é de 11 anos. A mãe tem 163 cm, menstruou aos 15 anos e os dados puberais e estatura do pai não são conhecidos. A explicação mais provável sobre a estatura deste adolescente é
Retardo constitucional do crescimento = baixa estatura + idade óssea atrasada + puberdade atrasada + velocidade de crescimento normal.
O retardo constitucional do crescimento é uma variante normal do crescimento, caracterizada por baixa estatura na infância, idade óssea atrasada, puberdade tardia e uma velocidade de crescimento normal para a idade óssea. Esses indivíduos atingem uma estatura final normal, mas mais tarde que seus pares.
A avaliação da baixa estatura em pediatria é um dos desafios mais comuns no ambulatório, exigindo uma abordagem sistemática para diferenciar variantes normais do crescimento de condições patológicas. O retardo constitucional do crescimento e da puberdade (RCCP) é a causa mais comum de baixa estatura transitória e puberdade atrasada em meninos, sendo uma variante normal do desenvolvimento. As características-chave do RCCP incluem uma história de baixa estatura desde a infância, com velocidade de crescimento normal para a idade óssea, mas abaixo da média para a idade cronológica. A idade óssea é significativamente atrasada em relação à idade cronológica, e a puberdade (estadiamento de Tanner) também se inicia mais tarde. O paciente, como no caso, apresenta Tanner G1P1 aos 12 anos e 8 meses, o que é compatível com atraso puberal. É fundamental diferenciar o RCCP de outras causas de baixa estatura, como baixa estatura familiar (onde a idade óssea é compatível com a idade cronológica e a estatura final é baixa, mas dentro do alvo familiar) ou condições patológicas (hipotireoidismo, deficiência de GH, síndromes genéticas). O bom desenvolvimento neuropsicomotor e o excelente desempenho escolar, juntamente com a ausência de doenças crônicas, reforçam a hipótese de uma variante normal. O prognóstico é favorável, com o adolescente atingindo estatura final normal, embora mais tardiamente.
Os critérios incluem baixa estatura para a idade cronológica, idade óssea atrasada em relação à idade cronológica, puberdade atrasada, velocidade de crescimento normal para a idade óssea e ausência de outras causas patológicas de baixa estatura.
A idade óssea reflete a maturação esquelética e é um indicador mais preciso do potencial de crescimento do que a idade cronológica. No retardo constitucional, a idade óssea é atrasada, indicando que o indivíduo ainda tem um tempo maior para crescer.
Apesar do atraso inicial, a maioria dos indivíduos com retardo constitucional do crescimento atinge uma estatura final dentro da faixa normal para sua família, embora possam ser mais baixos que a média de seus pares durante a infância e adolescência.
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