UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
Adolescente masculino, 12 anos, é levado ao consultória pediátrico pela mãe, com queixa de não estar crescendo como os outros meninos da mesma idade. A mãe informa que o pai teve baixa altura na infância e puberdade retardada. O exame físico é normal, com desenvolvimento puberal G1P1. O gráfico altura x idade mostra que o paciente encontra-se abaixo do escore Z -2. O pai tem 1,74m de altura e a mãe tem 1,66m. A idade óssea do adolescente é de 10 anos. O diagnóstico mais provável é:
Adolescente com baixa estatura, idade óssea atrasada e história familiar de puberdade tardia = Retardo Constitucional do Crescimento.
O retardo constitucional do crescimento é uma variante da normalidade, caracterizada por baixa estatura na infância, atraso na idade óssea e puberdade tardia, mas com potencial de crescimento normal e altura final dentro da faixa esperada para a família. A história familiar é um fator chave para o diagnóstico.
A avaliação da baixa estatura em adolescentes é um desafio comum na pediatria, exigindo uma abordagem sistemática para diferenciar variantes da normalidade de condições patológicas. O retardo constitucional do crescimento é a causa mais comum de baixa estatura e puberdade tardia, sendo uma variante fisiológica do crescimento e desenvolvimento. Clinicamente, pacientes com retardo constitucional apresentam uma história de crescimento abaixo do percentil 3 na infância, mas com velocidade de crescimento normal para a idade óssea. O exame físico é geralmente normal, sem dismorfias ou sinais de doenças crônicas. A puberdade é iniciada tardiamente, mas progride normalmente. Um dado crucial é a história familiar de puberdade tardia ou 'estirão de crescimento' tardio em um dos pais ou outros membros da família. A idade óssea, avaliada por radiografia de mão e punho, está atrasada em relação à idade cronológica, indicando que o paciente ainda tem um tempo maior para crescer. O diagnóstico é feito pela combinação desses achados, excluindo-se outras causas de baixa estatura, como hipotireoidismo (que teria outros sinais clínicos e laboratoriais), deficiência de hormônio de crescimento (que teria velocidade de crescimento persistentemente baixa e deficiência hormonal confirmada por testes) ou baixa estatura genética (onde a idade óssea seria compatível com a idade cronológica e a altura final seria baixa, mas dentro do alvo familiar). O tratamento geralmente é expectante, com acompanhamento, pois a altura final tende a ser normal.
As características incluem baixa estatura na infância, velocidade de crescimento normal para a idade óssea, atraso na idade óssea em relação à idade cronológica, puberdade tardia e uma história familiar de puberdade tardia ou baixa estatura transitória. A altura final geralmente é normal, compatível com a altura-alvo familiar.
A idade óssea, avaliada por radiografia de mão e punho esquerdo, é um indicador crucial. No retardo constitucional, a idade óssea está atrasada em relação à idade cronológica, o que sugere um potencial de crescimento residual maior e um prognóstico de altura final normal.
No retardo constitucional, a velocidade de crescimento é normal para a idade óssea, e os níveis de GH e IGF-1 são geralmente normais. Na deficiência de GH, a velocidade de crescimento é consistentemente baixa para a idade cronológica e óssea, e os testes de estímulo de GH mostram deficiência.
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