SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
Os distúrbios do crescimento que se apresentam como baixa estatura podem ter causas diversas. Analise a figura a seguir (VER IMAGEM). Ela representa as curvas de crescimento de quatro pacientes com baixa estatura. Um paciente de 14 anos, que é representado pela curva com "traço e pontilhado" ( -' - ' -' -' -), tem uma baixa estatura do tipo:
RCC: baixa estatura com idade óssea atrasada e puberdade tardia, mas estatura final geralmente normal.
O retardo constitucional do crescimento é uma variante da normalidade, caracterizado por desaceleração do crescimento nos primeiros anos, mas com velocidade de crescimento normal após os 2-3 anos, seguindo um canal abaixo do percentil 3. A idade óssea é atrasada, e a puberdade ocorre mais tarde, mas a estatura final geralmente está dentro da faixa genética.
O retardo constitucional do crescimento (RCC) é a causa mais comum de baixa estatura fisiológica, afetando cerca de 3% das crianças. É uma variante da normalidade, caracterizada por um padrão de crescimento que se desvia temporariamente da curva padrão, mas que culmina em estatura final dentro da faixa genética. É crucial para o pediatra e o endocrinologista pediátrico reconhecerem essa condição para evitar investigações desnecessárias e ansiedade familiar. A fisiopatologia do RCC envolve um atraso no 'relógio biológico' do indivíduo, resultando em maturação óssea e puberal mais lenta. O diagnóstico é clínico, baseado na história familiar de atraso puberal, exame físico normal, velocidade de crescimento adequada para a idade óssea e ausência de sinais de doença. A idade óssea, avaliada por radiografia de mão e punho, é tipicamente atrasada em relação à idade cronológica. O manejo do RCC é principalmente de observação e tranquilização da família, explicando que a criança atingirá uma estatura final normal, apenas mais tarde. Em casos selecionados de grande impacto psicossocial, pode-se considerar o uso de baixas doses de testosterona em meninos ou estrogênio em meninas para induzir a puberdade, mas isso deve ser feito com cautela e acompanhamento especializado.
Os sinais incluem baixa estatura, desaceleração inicial do crescimento, velocidade de crescimento normal para a idade óssea, idade óssea atrasada e puberdade tardia, com estatura final dentro da faixa familiar.
A diferenciação envolve a avaliação da velocidade de crescimento, idade óssea, história familiar de atraso puberal e ausência de sinais de doença crônica ou deficiência hormonal, que indicariam baixa estatura patológica.
O prognóstico é excelente, com a maioria atingindo estatura final dentro da faixa normal para sua família, embora a puberdade seja tardia. O manejo é principalmente de observação e tranquilização.
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