Retalhos na Cirurgia Plástica: Tipos e Classificações

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

A cirurgia plástica reparadora emprega com muita frequência o uso de retalhos. Assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O retalho livre ou microcirúrgico envolve a transferência de tecido de uma parte do corpo para outra sendo possível realizar a anastomose da artéria do pedículo do retalho à veia receptora.
  2. B) Uma das vantagens dos retalhos perfurantes é a fácil dissecção do mesmo e o tempo cirúrgico.
  3. C) Um retalho cirúrgico consiste em um tecido mobilizado de uma parte a outra do corpo com um pedículo vascular para manter seu suprimento sanguíneo.
  4. D) O retalho muscular do músculo grande dorsal é classificado (Mathes e Nahai) como tipo II pois apresenta pedículo dominante, com pedículo menor.
  5. E) Os retalhos cutâneos de transposição são semicirculares e avançam em arco de rotação.

Pérola Clínica

Retalho = tecido mobilizado com pedículo vascular próprio para manter suprimento sanguíneo.

Resumo-Chave

Diferente do enxerto, o retalho possui vascularização própria (pedículo), sendo essencial para cobertura de áreas pouco vascularizadas ou com exposição de estruturas nobres.

Contexto Educacional

Os retalhos são pilares da cirurgia reconstrutiva, permitindo o fechamento de feridas complexas onde o fechamento primário ou a enxertia seriam insuficientes. A escolha do retalho depende da localização do defeito, do tamanho e da necessidade de tecidos específicos (pele, músculo, osso). A compreensão da anatomia vascular, especialmente dos vasos perfurantes, revolucionou a técnica, permitindo retalhos com menor morbidade na área doadora. A classificação de Mathes e Nahai continua sendo a referência para retalhos musculares, essencial para o planejamento cirúrgico seguro.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre retalho e enxerto?

A principal diferença reside na vascularização. O enxerto é um segmento de tecido que é completamente removido de sua área doadora, perdendo sua conexão vascular original, e depende inteiramente da vascularização do leito receptor para sobreviver através de embebição e inosculação. Já o retalho é transferido mantendo uma conexão vascular (pedículo) com o corpo ou sendo reanastomosado em vasos locais (microcirúrgico), o que permite sua sobrevivência independente do leito receptor imediato.

Como funciona a classificação de Mathes e Nahai?

Esta classificação categoriza os retalhos musculares e musculocutâneos com base em seu padrão de suprimento sanguíneo. O Tipo I possui um único pedículo vascular. O Tipo II possui um pedículo dominante e pedículos menores. O Tipo III possui dois pedículos dominantes. O Tipo IV possui múltiplos pedículos segmentares. O Tipo V possui um pedículo dominante e pedículos segmentares secundários, como é o caso do músculo grande dorsal.

O que caracteriza um retalho microcirúrgico?

Um retalho livre ou microcirúrgico envolve a transferência completa de um bloco de tecido de uma área doadora para uma área receptora distante. Para que o tecido permaneça viável, é necessária a realização de microanastomoses vasculares entre a artéria e a veia do pedículo do retalho e vasos receptores adequados no local do defeito. A anastomose é feita artéria-artéria e veia-veia, garantindo a perfusão e drenagem do tecido transferido.

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