ENARE/ENAMED — Prova 2023
Os pacientes submetidos à ressecção cirúrgica de lesões extensas de pele, geralmente, necessitam de retalho ou enxerto como auxílio no fechamento do defeito. Assinale a alternativa que caracteriza corretamente as técnicas empregadas nessas situações.
Retalho = tecido com suprimento vascular próprio (pedículo); Enxerto = tecido sem suprimento próprio, depende do leito receptor.
A principal diferença entre retalho e enxerto de pele reside na manutenção do suprimento vascular. O retalho é um segmento de tecido que mantém sua conexão com a área doadora através de um pedículo vascular, garantindo sua viabilidade. Já o enxerto é um segmento de pele completamente desprendido da área doadora, que necessita de revascularização a partir do leito receptor para sobreviver.
Na cirurgia reconstrutiva, a escolha entre retalho e enxerto de pele é fundamental para o sucesso do fechamento de defeitos extensos. Ambos são técnicas para cobrir perdas de substância, mas diferem crucialmente em sua fisiologia e indicações. Para residentes e estudantes, a compreensão dessas distinções é vital para o planejamento cirúrgico e a prática clínica. Um enxerto de pele é um segmento de epiderme e derme que é completamente desprendido de sua área doadora e transferido para uma área receptora. Ele não possui suprimento vascular próprio e depende da nutrição por embebição nos primeiros dias, seguido pela revascularização a partir do leito receptor. A espessura do enxerto (total ou parcial) influencia sua contração, cor e capacidade de revascularização. A área doadora de um enxerto é geralmente distante do defeito. Por outro lado, um retalho é um segmento de pele e tecido subcutâneo que mantém sua conexão com a área doadora através de um pedículo vascular. Este pedículo garante o suprimento sanguíneo do retalho durante e após a transferência para a área receptora. Os retalhos podem ser classificados de diversas formas (locais, regionais, à distância, livres) e são indicados para defeitos mais complexos, com exposição de estruturas nobres, ou em áreas com pouca vascularização. A manutenção do pedículo é a característica definidora que assegura a viabilidade do tecido transferido.
A principal característica de um retalho de pele é que ele é um segmento de tecido que mantém seu suprimento vascular próprio, conectado à área doadora por um pedículo. Este pedículo pode conter vasos sanguíneos, nervos e outros tecidos, garantindo a viabilidade do retalho ao ser transferido.
Um enxerto de pele, uma vez transferido, sobrevive inicialmente por um processo de embebição, absorvendo nutrientes do leito receptor. Posteriormente, ocorre a revascularização, onde novos vasos sanguíneos do leito receptor crescem para dentro do enxerto, restabelecendo seu suprimento sanguíneo.
Enxertos são geralmente usados para cobrir defeitos superficiais com leito bem vascularizado. Retalhos são indicados para defeitos mais complexos, com exposição de estruturas nobres (ossos, tendões), áreas com pouca vascularização, ou quando se necessita de maior volume de tecido e sensibilidade.
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