SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020
Um retalho axial que permanece ligado ao seu suprimento vascular proximal e é transposto para o defeito denomina-se retalho pediculado. A causa mais comum de insucesso de um retalho pediculado é:
Retalho pediculado: Causa mais comum de insucesso = Trombose venosa (congestão e isquemia).
A trombose venosa é a causa mais comum de insucesso em retalhos pediculados, levando à congestão e isquemia do tecido. Isso ocorre devido à baixa pressão do sistema venoso, tornando-o mais suscetível à estase e coagulação.
Retalhos pediculados são pilares da cirurgia reconstrutiva, permitindo a transferência de tecido (pele, músculo, osso) com seu suprimento vascular intacto para reparar defeitos complexos. A viabilidade do retalho é crucial para o sucesso do procedimento, e seu insucesso pode levar a complicações graves, como necrose tecidual, infecção e necessidade de cirurgias adicionais. Compreender as causas de falha é vital para residentes de cirurgia plástica e reconstrutiva. A causa mais comum de insucesso de um retalho pediculado é a trombose venosa. Isso ocorre porque o sistema venoso, com sua baixa pressão e fluxo mais lento, é mais suscetível à estase sanguínea e à formação de coágulos, especialmente em anastomoses microcirúrgicas ou quando há compressão/torção do pedículo. A trombose venosa leva à congestão do retalho, impedindo o fluxo de saída de sangue e resultando em isquemia e necrose. Embora a trombose arterial também seja uma complicação grave, a venosa é mais prevalente. O monitoramento pós-operatório rigoroso é essencial para detectar precocemente sinais de comprometimento vascular, como mudança de cor, temperatura e turgor do retalho. A intervenção rápida, que pode incluir a exploração cirúrgica e a revisão das anastomoses, é fundamental para tentar salvar o retalho e garantir o melhor resultado funcional e estético para o paciente.
Os sinais incluem congestão do retalho (coloração azulada ou arroxeada), edema, sangramento escuro ao toque e diminuição da temperatura em comparação com o tecido adjacente.
O sistema venoso possui menor pressão e fluxo sanguíneo mais lento em comparação com o arterial, o que o torna mais propenso à estase, agregação plaquetária e formação de trombos, especialmente em anastomoses microcirúrgicas.
Medidas incluem técnica cirúrgica meticulosa para evitar tensão ou torção do pedículo, controle da hemostasia, uso de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários em casos selecionados e monitoramento rigoroso do retalho no pós-operatório.
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