UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Homem de 65 anos apresenta lesão elevada, circular e perolácea na região esquerda da bochecha\nde 2 cm. O cirurgião plástico opta por realizar uma biópsia excisional seguida por reconstrução\nlocal imediata.\nO retalho mais adequado é o:
Defeito romboide na face → Retalho de Limberg é a técnica de transposição de escolha.
O retalho de Limberg utiliza a frouxidão tecidual adjacente para fechar defeitos romboidais, minimizando a tensão e preservando a anatomia facial.
A reconstrução de defeitos faciais após cirurgia oncológica exige um equilíbrio entre radicalidade cirúrgica e resultado funcional/estético. O retalho de Limberg é uma ferramenta clássica da cirurgia plástica reconstrutiva devido à sua geometria previsível e confiabilidade vascular. Por ser um retalho de transposição, ele não depende apenas do avanço tecidual, mas sim da mudança de posição de um segmento de pele e subcutâneo para preencher o vazio.\n\nEm lesões de 2 cm na bochecha, como descrito no caso, o fechamento simples muitas vezes é impossível sem causar deformidades. O retalho romboide permite que o cirurgião 'busque' pele de áreas com maior reserva, como a região pré-auricular ou submandibular, garantindo uma cobertura estável e com cor e textura semelhantes à área original.
O retalho de Limberg, também conhecido como retalho romboide, é um retalho de transposição planejado para fechar um defeito em formato de losango (romboide) com ângulos de 60 e 120 graus. A técnica consiste em desenhar um retalho adjacente ao defeito, cujas dimensões são iguais aos lados do romboide. Ele é rodado para dentro do defeito, transferindo a tensão de fechamento para a área doadora, onde a pele é mais frouxa, permitindo um fechamento sem distorções anatômicas significativas.
É amplamente utilizado para reconstrução de defeitos após a retirada de tumores cutâneos, como o carcinoma basocelular, em áreas com boa mobilidade tecidual adjacente. As localizações ideais incluem a bochecha, a têmpora, a região glabelar e o dorso. Sua grande vantagem na face é a capacidade de redirecionar as forças de tensão, evitando complicações como o ectrópio (eversão da pálpebra) ou o desvio da comissura labial, que ocorreriam com um fechamento primário simples.
O planejamento deve considerar as Linhas de Menor Tensão da Pele (LMT). O cirurgião deve avaliar em qual direção a pele adjacente tem maior elasticidade. O retalho deve ser posicionado de modo que a cicatriz final e a tensão de fechamento fiquem paralelas às LMT. Existem quatro possíveis retalhos de Limberg para qualquer defeito romboide; a escolha do melhor depende de qual deles resultará em menor distorção das estruturas vizinhas e cicatrizes mais discretas.
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