CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2023
Paciente da foto foi submetido a exérese de neoplasia maligna da pálpebra, com margens livres ao exame anatomopatológico peroperatório de congelação. Qual técnica seria mais adequada para reconstrução?
Defeito grande pálpebra inferior → Retalho de Hughes (tarso superior) + Enxerto de pele.
O retalho de Hughes é a técnica de escolha para reconstrução de defeitos extensos da lamela posterior da pálpebra inferior, utilizando tecido da pálpebra superior.
A reconstrução palpebral após cirurgia oncológica exige a restauração funcional e estética de ambas as lamelas: a anterior (pele e músculo orbicular) e a posterior (tarso e conjuntiva). O retalho de Hughes é considerado o padrão-ouro para a lamela posterior da pálpebra inferior. Ele provê suporte estrutural rígido através do tarso transposto e uma superfície mucosa saudável (conjuntiva), essenciais para a proteção do globo ocular e manutenção do filme lacrimal. A escolha da técnica depende do tamanho do defeito e da disponibilidade de tecidos doadores adjacentes.
É indicado para reconstrução de defeitos da pálpebra inferior que envolvem mais de 50% da extensão horizontal, onde o fechamento primário ou retalhos de rotação lateral não são suficientes para cobrir a perda de substância.
É um procedimento em dois estágios. Primeiro, um retalho de tarso e conjuntiva da pálpebra superior é transposto para o defeito inferior. A lamela anterior é recoberta com enxerto de pele. Após 3 a 6 semanas, o pedículo conjuntival é dividido para abrir a fenda palpebral.
As complicações incluem retração da pálpebra superior (ptose ou instabilidade do tarso remanescente), entrópio ou ectrópio da pálpebra inferior reconstruída, e hiperemia conjuntival crônica na margem palpebral.
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