HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2026
Homem de 28 anos sofreu trauma doméstico com serra elétrica, evoluindo com perda de substância na ponta do II quirodáctilo direito, com exposição da polpa, porém sem exposição óssea ou tendínea. O paciente encontra-se estável, sem outras lesões associadas. Qual é a melhor opção de fechamento para este defeito cutâneo?
Perda de polpa digital sem osso exposto → Retalho de avanço V-Y (Atasoy).
O retalho V-Y preserva a sensibilidade e o coxim gorduroso da polpa digital, oferecendo resultado funcional e estético superior a enxertos em lesões transversas ou oblíquas dorsais.
As lesões de ponta de dedo são as emergências mais comuns na cirurgia da mão. O objetivo do tratamento é manter o comprimento do dedo, preservar a sensibilidade tátil, garantir uma cobertura cutânea estável e indolor, e manter a estética da unidade ungueal. O retalho de avanço V-Y (Atasoy) é uma técnica versátil que utiliza a pele e o tecido subcutâneo da face palmar do próprio dedo. Ao desenhar um 'V' com a base voltada para o defeito e suturá-lo em 'Y', o cirurgião consegue avançar o tecido sem tensão excessiva. É fundamental que o retalho seja mobilizado com cuidado para não lesar os pedículos vasculares digitais.
O retalho de avanço V-Y, também conhecido como técnica de Atasoy, é indicado para reconstrução de perdas de substância na ponta dos dedos, especialmente em amputações transversas ou oblíquas dorsais, onde há exposição da polpa, mas sem necessidade de grande cobertura óssea. Ele permite avançar o tecido da polpa remanescente para cobrir o defeito, mantendo a inervação e a vascularização local.
A polpa digital é uma área especializada com alta densidade de receptores sensoriais e um coxim gorduroso que amortece o impacto. O enxerto de pele, embora feche a ferida, não fornece preenchimento (coxim) e resulta em sensibilidade precária. O retalho local (como o V-Y) leva tecido de características idênticas para a área lesionada, preservando a função tátil e a proteção mecânica do dedo.
O fechamento por segunda intenção é reservado para lesões muito pequenas (geralmente menores que 1 cm²) em crianças ou adultos, onde não há exposição óssea e a perda de tecido é mínima. Em lesões maiores ou com exposição de estruturas nobres, o fechamento por segunda intenção pode resultar em cicatrização lenta, contraturas e hipersensibilidade local.
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