SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2021
Sobre Restrição de Crescimento Intra-uterino marque a alternativa CERTA:
RCIU: sem tratamento específico, foco em otimização do ambiente uterino com repouso, nutrição e eliminação de hábitos nocivos.
A Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) não possui um tratamento medicamentoso padronizado. O manejo consiste em otimizar as condições maternas e placentárias, com orientações como repouso em decúbito lateral esquerdo para melhorar o fluxo uteroplacentário, cessação de tabagismo e álcool, e garantia de nutrição adequada para a gestante. A via de parto é individualizada e não necessariamente cesariana.
A Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) é uma condição obstétrica de grande relevância, caracterizada pela falha do feto em atingir seu potencial genético de crescimento. É fundamental para o residente compreender que a definição de RCIU envolve a avaliação do peso fetal estimado ou peso ao nascimento em relação à idade gestacional, utilizando curvas de crescimento padronizadas. A identificação precoce e o monitoramento são cruciais devido aos riscos aumentados de morbimortalidade perinatal e problemas de saúde a longo prazo. O manejo da RCIU é um desafio, pois não existe um tratamento farmacológico específico que reverta a condição. As intervenções focam em otimizar o ambiente uterino e a saúde materna. Isso inclui orientações como repouso em decúbito lateral esquerdo, que pode melhorar o fluxo sanguíneo uteroplacentário, e a eliminação de fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo de álcool e uso de drogas ilícitas. A nutrição adequada da gestante também é um pilar importante do manejo. Além das orientações maternas, o acompanhamento rigoroso da vitalidade fetal, por meio de ultrassonografias seriadas e cardiotocografia, é essencial para determinar o momento ideal do parto. A via de parto deve ser individualizada, não sendo a cesariana a única opção. O parto vaginal pode ser considerado em casos selecionados, com monitoramento fetal contínuo. A compreensão desses princípios é vital para garantir os melhores resultados perinatais e maternos.
As orientações incluem repouso em decúbito lateral esquerdo para otimizar o fluxo sanguíneo uteroplacentário, cessação completa de hábitos nocivos como tabagismo e consumo de álcool, e garantia de uma nutrição materna adequada e balanceada.
Não, a cesariana não é a única via de parto possível. A escolha da via de parto para fetos com RCIU deve ser individualizada, considerando a idade gestacional, a condição fetal (monitoramento da vitalidade), a presença de outras comorbidades maternas e a experiência da equipe médica. O parto vaginal pode ser seguro em muitos casos, com monitoramento contínuo.
A definição de RCIU baseia-se na avaliação do peso fetal estimado ou peso ao nascimento abaixo do percentil 10 para a idade gestacional, utilizando curvas de crescimento populacionais específicas. É importante considerar a associação entre peso, altura e outras medidas fetais para classificar o tipo de RCIU (simétrico ou assimétrico).
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