HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2025
Paciente com 25 anos, primigesta, sem doenças préexistentes, em acompanhamento pré-natal, na 34.3 semanas de gestação, foi diagnosticada com um feto com restrição de crescimento intrauterino (RCIU). O peso fetal estimado estava no percentil < que 3 para a idade gestacional e com dopplerfluxometria com todos os parâmetros nos percentis entre 20 e 50. Qual é a alternativa CORRETA que representa a conduta mais apropriada?
RCIU com doppler normal e peso > p3 → monitoramento fetal seriado até 37 semanas.
Em RCIU com peso fetal estimado > percentil 3 e dopplerfluxometria normal, a conduta mais apropriada é o monitoramento fetal seriado com ultrassom até 37 semanas, avaliando o bem-estar fetal e o crescimento.
A Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) é uma condição na qual o feto não atinge seu potencial genético de crescimento, resultando em um peso estimado abaixo do percentil esperado para a idade gestacional. É uma complicação obstétrica significativa, associada a maior morbimortalidade perinatal e riscos de saúde a longo prazo. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais para otimizar os resultados. A classificação do RCIU pode ser feita com base na idade gestacional de início (precoce ou tardio) e na presença de alterações na dopplerfluxometria. No caso apresentado, o feto está com peso estimado abaixo do percentil 3, o que já configura RCIU grave, mas a dopplerfluxometria está com todos os parâmetros normais (entre 20 e 50). Isso sugere um RCIU sem comprometimento hemodinâmico fetal imediato, o que é um fator prognóstico favorável. A conduta em RCIU com doppler normal e peso > p3 (ou seja, sem sinais de sofrimento fetal agudo) geralmente envolve o monitoramento fetal rigoroso com ultrassom seriado (para avaliar crescimento e volume de líquido amniótico), cardiotocografia e novos exames de doppler, com o objetivo de prolongar a gestação o máximo possível, mas sem comprometer a segurança fetal. A interrupção da gravidez é considerada quando há sinais de deterioração do bem-estar fetal ou quando a idade gestacional atinge um ponto em que os riscos da prematuridade são menores que os riscos da manutenção da gestação. Neste cenário, monitorar até 37 semanas é uma conduta prudente.
PIG refere-se a fetos com peso abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. RCIU implica uma patologia subjacente que impede o feto de atingir seu potencial de crescimento, mesmo que o peso esteja acima do p10.
A dopplerfluxometria avalia o fluxo sanguíneo em vasos fetais e uterinos, indicando a presença e a gravidade da insuficiência placentária, sendo crucial para determinar o momento da intervenção.
A interrupção é indicada quando há sinais de comprometimento fetal (doppler alterado, cardiotocografia não reativa) ou quando o risco de manter a gestação supera os benefícios da prolongação.
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