PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
O retardo de crescimento intrauterino pode estar associado a fatores fetais, placentários e maternos. Dentre os fatores fetais relacionados a este quadro, tem-se:
Infecções congênitas (ex: Sífilis) = Fatores fetais intrínsecos de restrição de crescimento intrauterino.
O RCIU é classificado por etiologias maternas, placentárias ou fetais; infecções como a sífilis agem diretamente no feto e na placenta, limitando o potencial de crescimento.
A Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) é uma das principais causas de morbimortalidade perinatal. Ela ocorre quando o feto não atinge seu potencial biológico de crescimento devido a fatores genéticos ou ambientais. É crucial distinguir o RCIU simétrico (Tipo I), que ocorre precocemente e geralmente está ligado a fatores fetais (infecções ou genética), do RCIU assimétrico (Tipo II), que ocorre mais tardiamente e costuma estar associado à insuficiência placentária por causas maternas. A sífilis, como fator fetal, destaca-se pela sua prevalência crescente e pela gravidade das repercussões. O manejo do RCIU envolve o monitoramento rigoroso do bem-estar fetal através do perfil biofísico fetal e da dopplervelocimetria, visando determinar o momento ideal para o parto e evitar a morte fetal intrauterina.
A sífilis congênita causa RCIU através de múltiplos mecanismos. A infecção transplacentária pelo Treponema pallidum provoca uma vilosite crônica e endarterite obliterante nos vasos placentários, reduzindo a oferta de oxigênio e nutrientes. Além disso, a infecção fetal direta causa resposta inflamatória sistêmica, hepatomegalia e comprometimento de múltiplos órgãos, o que impede o feto de atingir seu potencial genético de crescimento, resultando frequentemente em RCIU simétrico.
Fatores maternos são condições da gestante que reduzem o aporte de substratos, como hipertensão arterial, tabagismo, desnutrição e doenças autoimunes. Fatores placentários envolvem anomalias na implantação ou descolamentos. Já os fatores fetais são intrínsecos ao concepto, incluindo anomalias cromossômicas (trissomias), malformações congênitas e infecções do grupo TORCH (Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes e Sífilis).
O diagnóstico inicial suspeito ocorre pela medida da altura uterina menor que o esperado para a idade gestacional. A confirmação é feita por ultrassonografia, identificando um peso fetal estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. A avaliação Doppler das artérias uterinas, umbilical e cerebral média é fundamental para diferenciar o feto constitucionalmente pequeno (PIG saudável) do feto com restrição patológica por insuficiência placentária.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo