UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021
Feto restrito com 30 semanas de gestação, morfologicamente normal, apresenta dopplervelocimetria com diástole ausente nas artérias umbilicais.A conduta é
RCIU + Diástole ausente A. Umbilical (30s) → Monitorização avançada com Doppler do Ducto Venoso.
A diástole ausente na artéria umbilical em RCIU indica aumento da resistência placentária e comprometimento fetal. Nesses casos, a avaliação do ducto venoso é crucial para estratificar o risco e guiar o momento do parto, pois sua alteração precede a descompensação grave.
A Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) é uma condição complexa que exige monitorização rigorosa do bem-estar fetal. A dopplervelocimetria da artéria umbilical é uma ferramenta crucial, e a presença de diástole ausente ou reversa indica um aumento da resistência placentária, sendo um marcador de comprometimento fetal e risco de morbimortalidade perinatal. Quando a diástole está ausente na artéria umbilical, o feto já está sob estresse, mas ainda pode ter mecanismos compensatórios. A avaliação do ducto venoso torna-se o próximo passo na cascata de deterioração, pois reflete a pré-carga cardíaca e é um indicador mais sensível de acidose fetal iminente. Sua alteração (onda A reversa ou ausente) sinaliza um comprometimento grave. A conduta para RCIU com diástole ausente na artéria umbilical em fetos pré-termo (como 30 semanas) geralmente envolve monitorização intensiva com Doppler do ducto venoso, perfil biofísico e cardiotocografia. O objetivo é prolongar a gestação o máximo possível para permitir a maturação pulmonar, mas o parto deve ser antecipado se houver sinais de descompensação fetal, geralmente após a administração de corticoide para maturação pulmonar e, em alguns casos, sulfato de magnésio para neuroproteção.
Indica um aumento significativo da resistência vascular placentária, sugerindo que a placenta não está fornecendo oxigênio e nutrientes adequadamente ao feto, levando a um comprometimento do bem-estar fetal.
O ducto venoso é um marcador de pré-carga cardíaca e sua alteração (onda A reversa ou ausente) é um sinal tardio de descompensação fetal, indicando que o feto está centralizando o fluxo sanguíneo para órgãos vitais e está em risco iminente de acidose e morte.
A resolução é indicada quando há sinais de descompensação fetal progressiva (ex: alterações no ducto venoso, bradicardia persistente na cardiotocografia) ou quando o risco de manter a gestação supera os benefícios da maturação fetal, geralmente após corticoterapia.
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