HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
F.B.V., 27 anos, GIII PII 1N 1C há 2 anos A0, idade gestacional por ultrassom precoce de 34 semanas e 1 dia, hipertensa crônica, em uso de metildopa 2 g/dia. Veio encaminhada ao pronto-socorro obstétrico pela Medicina Fetal por apresentar ao ultrassom: feto em apresentação cefálica, peso fetal no percentil 2, placenta anterior, grau II de Grannum, Maior bolsão vertical: 3 cm, Doppler: artéria umbilical com diástole zero. Ao exame físico: normotensa, dinâmica uterina ausente, colo uterino impérvio, assintomática. Relação proteína na urina/creatinina na urina: 0,2.De acordo com o caso, assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta.
RCIU + oligoâmnio + Doppler umbilical diástole zero → sofrimento fetal crônico.
A combinação de restrição de crescimento intrauterino (feto P2), oligoâmnio (MBV 3 cm) e alterações no Doppler da artéria umbilical (diástole zero) em uma gestante hipertensa crônica, mesmo assintomática, é altamente sugestiva de sofrimento fetal crônico devido à insuficiência placentária.
O sofrimento fetal crônico é uma condição grave que reflete a incapacidade da placenta de fornecer oxigênio e nutrientes suficientes para o feto, levando a um comprometimento progressivo. É frequentemente associado a condições maternas como hipertensão crônica, diabetes e doenças autoimunes, que afetam a vascularização placentária. A fisiopatologia envolve a insuficiência placentária, que resulta em hipóxia e desnutrição fetal. O diagnóstico é estabelecido pela combinação de achados ultrassonográficos, como a restrição de crescimento intrauterino (RCIU), oligoâmnio (redução do volume de líquido amniótico) e, crucialmente, alterações no Doppler da artéria umbilical, como a diástole zero ou reversa, que indicam alta resistência vascular placentária. O manejo do sofrimento fetal crônico depende da idade gestacional e da gravidade dos achados. Em casos de comprometimento grave e idade gestacional avançada, a interrupção da gestação pode ser necessária para evitar desfechos adversos. A monitorização fetal rigorosa, incluindo cardiotocografia e perfil biofísico, é essencial para guiar a conduta.
Os principais indicadores incluem peso fetal estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional, associado a alterações no Doppler e/ou oligoâmnio.
Diástole zero na artéria umbilical indica um aumento significativo da resistência vascular placentária, sugerindo insuficiência placentária grave e comprometimento do fluxo sanguíneo para o feto.
A hipertensão crônica pode levar a alterações vasculares placentárias, resultando em insuficiência placentária, que é uma causa comum de restrição de crescimento intrauterino e sofrimento fetal crônico.
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