HIFA - Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (ES) — Prova 2023
Paciente de 36 anos, primigesta, obesa, IG de 26 semanas e 1 dia, apresenta no ultrassom feto com peso no percentil 2, artéria umbilical com diástole reversa e ducto venoso com onda A positiva. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o diagnóstico e a melhor conduta.
CIUR estágio 3: diástole reversa umbilical + onda A positiva ducto venoso → monitoramento diário e parto iminente.
O diagnóstico de CIUR estágio 3 indica comprometimento fetal grave, com sinais de centralização e pré-falência cardíaca. A diástole reversa na artéria umbilical e a onda A positiva no ducto venoso são marcadores de risco elevado, exigindo monitoramento diário e planejamento de parto em curto prazo para evitar desfechos adversos.
A Restrição de Crescimento Intrauterino (CIUR) é uma condição séria que afeta cerca de 5-10% das gestações, sendo uma das principais causas de morbimortalidade perinatal. A classificação em estágios, baseada nos achados de Doppler, permite estratificar o risco e guiar a conduta, sendo crucial para a prática obstétrica. O manejo adequado do CIUR visa otimizar o tempo de gestação para garantir a maturidade fetal, minimizando os riscos de hipóxia e acidose. A fisiopatologia do CIUR estágio 3 envolve uma insuficiência placentária grave, levando à hipóxia crônica e redistribuição do fluxo sanguíneo fetal. A centralização do fluxo para órgãos vitais (cérebro, coração, adrenais) é um mecanismo compensatório, mas a diástole reversa na artéria umbilical e a onda A positiva no ducto venoso são sinais de falha desses mecanismos e descompensação. O diagnóstico precoce e a interpretação correta do Doppler são fundamentais para identificar fetos em risco. O tratamento do CIUR estágio 3 é essencialmente a interrupção da gestação, uma vez que o ambiente intrauterino se torna hostil. A decisão do momento do parto é complexa, ponderando a idade gestacional, o risco de prematuridade e a gravidade do comprometimento fetal. O monitoramento diário é imperativo para detectar sinais de deterioração e programar o parto antes que ocorram danos irreversíveis.
O CIUR estágio 3 é caracterizado pela presença de diástole reversa na artéria umbilical e onda A positiva ou reversa no ducto venoso. Esses achados indicam um comprometimento fetal significativo e centralização da circulação.
A conduta para CIUR estágio 3 envolve monitoramento fetal diário, que pode incluir cardiotocografia e perfil biofísico. O parto é geralmente indicado em um curto período, dependendo da idade gestacional e da estabilidade fetal, para evitar desfechos adversos.
A onda A positiva no ducto venoso indica aumento da pressão atrial direita e ventricular direita, refletindo uma sobrecarga cardíaca e pré-falência cardíaca. É um sinal de descompensação fetal e risco aumentado de acidose e óbito.
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