HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Na ultrassonografia, quando fazemos o diagnóstico de CIUR, um dos parâmetros que corresponde ao sofrimento fetal crônico é:
CIUR + Oligoidrâmnio → sinal de sofrimento fetal crônico e insuficiência placentária.
O oligoidrâmnio (redução do volume de líquido amniótico) é um achado comum e importante na Restrição de Crescimento Intrauterino (CIUR), indicando uma insuficiência placentária crônica. A diminuição do fluxo sanguíneo renal fetal leva a uma menor produção de urina, principal componente do líquido amniótico no segundo e terceiro trimestres.
A Restrição de Crescimento Intrauterino (CIUR) é uma condição obstétrica séria caracterizada pela falha do feto em atingir seu potencial genético de crescimento, resultando em um peso fetal estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. É uma das principais causas de morbimortalidade perinatal, associada a um risco aumentado de asfixia, acidose, hipoglicemia, hipotermia e problemas de desenvolvimento a longo prazo. O diagnóstico e o manejo do CIUR são cruciais para otimizar os resultados neonatais. A fisiopatologia do CIUR é frequentemente ligada à insuficiência placentária, que compromete o fornecimento de nutrientes e oxigênio ao feto. Em resposta a essa privação crônica, o feto desenvolve mecanismos adaptativos, como a redistribuição do fluxo sanguíneo para órgãos vitais (efeito 'brain sparing'). Um dos sinais mais importantes de sofrimento fetal crônico e insuficiência placentária na ultrassonografia é o oligoidrâmnio, que reflete a diminuição da produção de urina fetal devido à hipoperfusão renal. O manejo do CIUR envolve monitorização fetal rigorosa, incluindo ultrassonografias seriadas para avaliar o crescimento, o volume de líquido amniótico (Índice de Líquido Amniótico - ILA) e estudos Doppler para avaliar a hemodinâmica fetal. O objetivo é identificar o momento ideal para o parto, minimizando os riscos da prematuridade e do sofrimento fetal intrauterino. A decisão de intervir e o momento do parto são complexos e dependem da idade gestacional, da gravidade do CIUR e da presença de outros sinais de comprometimento fetal.
CIUR é a condição em que o feto não atinge seu potencial genético de crescimento, resultando em um peso estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. As causas mais comuns são insuficiência placentária, mas também pode ser devido a anomalias cromossômicas, infecções congênitas e doenças maternas.
No CIUR, a insuficiência placentária leva a uma redistribuição do fluxo sanguíneo fetal para órgãos vitais (cérebro, coração), em detrimento de outros, como os rins. A diminuição do fluxo renal resulta em menor produção de urina fetal, que é o principal componente do líquido amniótico, causando oligoidrâmnio.
Além do oligoidrâmnio, são avaliados o peso fetal estimado, a circunferência abdominal, e o Doppler das artérias umbilicais e cerebrais médias para identificar a redistribuição de fluxo. O perfil biofísico fetal também é utilizado para monitorar o bem-estar fetal.
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