HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
Acerca da restrição do crescimento intrauterino, é CORRETO afirmar:
RCIU: associada a condições maternas (diabetes, hipotireoidismo, epilepsia) e anomalias fetais.
A Restrição do Crescimento Intrauterino (RCIU) é uma condição multifatorial que pode ser causada por fatores maternos (doenças crônicas), fetais (anomalias cromossômicas) ou placentários. O reconhecimento das causas é crucial para o manejo e planejamento do parto, visando otimizar o prognóstico fetal.
A Restrição do Crescimento Intrauterino (RCIU) é definida como a incapacidade do feto de atingir seu potencial genético de crescimento, resultando em um peso estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. É uma condição complexa com etiologia multifatorial, envolvendo fatores maternos, fetais e placentários. Entre os fatores maternos, destacam-se doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes (especialmente com controle glicêmico inadequado), doenças renais, hipotireoidismo e uso de certas medicações (ex: anticonvulsivantes para epilepsia). Fatores fetais incluem anomalias cromossômicas (como trissomias do 13, 18 e 21), infecções congênitas e malformações. Causas placentárias, como insuficiência placentária, são as mais comuns. O diagnóstico precoce e o manejo adequado da RCIU são cruciais para reduzir a morbimortalidade perinatal. Residentes devem estar atentos aos fatores de risco e às condições associadas para um acompanhamento gestacional eficaz e a escolha da via de parto mais segura, que nem sempre é a cesariana, dependendo da avaliação individual do bem-estar fetal.
Doenças maternas como diabetes (mal controlado), epilepsia (devido a medicamentos), hipotireoidismo e hipertensão crônica podem estar associadas à restrição do crescimento fetal.
Anormalidades cromossômicas, como as trissomias (13, 18, 21), são causas importantes de RCIU e frequentemente resultam em restrição severa, ao contrário do que a alternativa B sugere.
Não necessariamente. O parto vaginal não é uma contraindicação absoluta na RCIU, mas a via de parto deve ser individualizada, considerando a causa da RCIU, o bem-estar fetal e a presença de outras complicações.
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