Manejo da RCIU na Pré-eclâmpsia: Doppler Umbilical

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026

Enunciado

A pré-eclâmpsia é responsável por 15% dos partos prematuros e por 20% de todos os recémnascidos com muito baixo peso ao nascer (< 1.500 g), com altos custos à saúde pública. Desse modo, saber diagnosticar e conduzir esses casos de gestação de alto risco é de extrema importância. Frente a isso, o exame mais adequado para avaliar a vitalidade fetal diante uma paciente com pré-eclâmpsia, com idade gestacional de 34 semanas, associada à restrição de crescimento intrauterino grave é:

Alternativas

  1. A) A cardiotocografia.
  2. B) O perfil biofísico fetal.
  3. C) O doppler das artérias uterinas.
  4. D) O doppler do ducto venoso.
  5. E) O doppler das artérias umbilicais.

Pérola Clínica

RCIU + Pré-eclâmpsia → Doppler de artéria umbilical é o padrão-ouro para vigilância inicial.

Resumo-Chave

O Doppler das artérias umbilicais avalia a resistência placentária, sendo o exame inicial e mais importante para o manejo da restrição de crescimento fetal em gestantes com pré-eclâmpsia.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia causa uma falha na segunda onda de migração trofoblástica, resultando em alta resistência nas artérias espiraladas e consequente insuficiência placentária. Esse fenômeno leva à restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e hipóxia fetal crônica. O Doppler de artéria umbilical é a ferramenta diagnóstica que permite classificar a gravidade dessa insuficiência e guiar o momento oportuno do parto. Em gestações com 34 semanas e RCIU grave, a avaliação da vitalidade deve focar na unidade fetoplacentária. Enquanto o Doppler de artérias uterinas é um preditor de risco no primeiro trimestre, o Doppler umbilical é o exame de escolha para o seguimento e decisão clínica no terceiro trimestre.

Perguntas Frequentes

Por que o Doppler umbilical é preferido na RCIU?

Ele reflete diretamente a resistência no leito placentário. Em casos de insuficiência placentária, há aumento da resistência vascular, o que reduz o fluxo diastólico. A evolução para diástole zero ou reversa indica gravidade extrema e necessidade de interrupção da gestação, dependendo da idade gestacional.

Quando utilizar o Doppler de ducto venoso?

É reservado para fetos com RCIU precoce (geralmente <32 semanas) que já apresentam alteração no Doppler umbilical. Ele serve como marcador de descompensação cardíaca fetal e risco de óbito iminente, sendo o principal parâmetro para decidir o parto em fetos muito prematuros.

Qual o papel da cardiotocografia nesse contexto?

A cardiotocografia (CTG) avalia o bem-estar fetal agudo através do sistema nervoso central. Embora útil, é menos sensível que o Doppler para detectar precocemente a deterioração hemodinâmica causada pela insuficiência placentária crônica típica da pré-eclâmpsia.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo