RCIU: Diagnóstico e Avaliação com Doppler Umbilical

ENARE/ENAMED — Prova 2024

Enunciado

Sobre a restrição de crescimento intrauterino, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O primeiro exame a ser solicitado, após o resultado de peso inferior ao percentil 10 (ultrassonografia), é o Doppler de artéria umbilical.
  2. B) Pode-se classificar a restrição de crescimento em tipo I (assimétrico) e tipo II (simétrico).
  3. C) A restrição de crescimento de início precoce ocorre antes da 28ª semana.
  4. D) Como critério de anormalidade para a artéria cerebral média, utiliza-se o PI abaixo do percentil 95 para a idade gestacional.
  5. E) Iniciar heparina quando houver o diagnóstico de restrição fetal.

Pérola Clínica

Suspeita de RCIU (peso < p10) → Primeiro exame: Doppler de artéria umbilical para avaliar bem-estar fetal.

Resumo-Chave

Após a ultrassonografia identificar um peso fetal estimado abaixo do percentil 10, o próximo passo essencial na avaliação da Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) é o Doppler da artéria umbilical. Este exame avalia a resistência vascular placentária e é um indicador precoce de comprometimento fetal.

Contexto Educacional

A Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) é uma condição na qual o feto não atinge seu potencial genético de crescimento, resultando em um peso estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. É uma das principais causas de morbimortalidade perinatal, associada a um risco aumentado de complicações intraparto, neonatais e problemas de saúde a longo prazo. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são essenciais para otimizar os resultados. A suspeita de RCIU geralmente surge a partir da avaliação da altura uterina ou de uma ultrassonografia de rotina que revela um peso fetal estimado abaixo do percentil 10. Uma vez estabelecida essa suspeita, o próximo passo crucial é a realização do Doppler de artéria umbilical. Este exame avalia o fluxo sanguíneo na artéria umbilical, que reflete a resistência vascular placentária. Alterações no Doppler da artéria umbilical, como aumento do índice de pulsatilidade (IP) ou resistência, diástole zero ou reversa, são indicadores de insuficiência placentária e comprometimento fetal. O Doppler da artéria umbilical, juntamente com outros parâmetros de Doppler (artéria cerebral média, ducto venoso) e o perfil biofísico fetal, auxilia na classificação da RCIU e na determinação da gravidade do comprometimento fetal. Essa avaliação direciona a frequência do monitoramento e a decisão sobre o momento ideal do parto, buscando um equilíbrio entre a prolongação da gestação para maturação fetal e a prevenção de complicações relacionadas à insuficiência placentária.

Perguntas Frequentes

Qual o primeiro exame a ser solicitado após a suspeita de RCIU por ultrassonografia?

Após a ultrassonografia identificar um peso fetal estimado abaixo do percentil 10, o primeiro exame a ser solicitado para investigar a Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) é o Doppler da artéria umbilical, que avalia o fluxo sanguíneo placentário e a resistência vascular.

Como o Doppler da artéria umbilical auxilia no manejo da RCIU?

O Doppler da artéria umbilical é fundamental para avaliar o bem-estar fetal e a gravidade da RCIU. Alterações no fluxo (aumento da resistência, diástole zero ou reversa) indicam comprometimento placentário e ajudam a guiar a frequência do monitoramento e o momento do parto.

Qual a diferença entre RCIU simétrica e assimétrica?

A RCIU simétrica (tipo I) ocorre precocemente e afeta proporcionalmente o crescimento da cabeça e do abdome, geralmente por causas intrínsecas. A RCIU assimétrica (tipo II) é mais comum no terceiro trimestre, com preservação do crescimento cefálico e comprometimento abdominal, geralmente por insuficiência placentária.

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