Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
R.D.A., 28 anos, primigesta, IG usg: 34 semanas, veio da unidade básica de referência/ pré-natal de baixo risco para ultrassonografia (USG) obstétrica com doppler pela Medicina Fetal. Trouxe USG com 30 semanas de IG com peso fetal no percentil 60. Hj com peso fetal no percentil 12. Com relação à RCF (restrição de crescimento fetal) tardia, indique a alternativa correta.
RCF tardia (após 32-34 sem) → menor associação com pré-eclâmpsia vs. RCF precoce.
A Restrição de Crescimento Fetal (RCF) tardia, que se manifesta após 32-34 semanas, geralmente tem uma etiologia menos grave e uma menor associação com pré-eclâmpsia e alterações doppler de artéria umbilical, em comparação com a RCF precoce.
A Restrição de Crescimento Fetal (RCF) é uma condição obstétrica complexa, classificada em precoce e tardia, com implicações diagnósticas e prognósticas distintas. A RCF tardia, que se manifesta após a 32ª ou 34ª semana de gestação, representa a maioria dos casos de RCF e é um desafio diagnóstico devido à sua apresentação mais sutil. Diferentemente da RCF precoce, que está fortemente associada a insuficiência placentária grave e condições como pré-eclâmpsia, a RCF tardia tem uma menor prevalência de pré-eclâmpsia e outras patologias maternas. As alterações no estudo Doppler das artérias umbilicais também são menos pronunciadas ou ausentes na RCF tardia, tornando o diagnóstico mais dependente da avaliação seriada do crescimento fetal. Para residentes, é crucial compreender que a RCF tardia, embora menos grave em termos de associação com pré-eclâmpsia, ainda confere riscos aumentados de morbimortalidade perinatal, incluindo hipóxia e acidose. O manejo exige vigilância rigorosa, com monitoramento do crescimento fetal e bem-estar, para otimizar o momento do parto e minimizar complicações.
A RCF tardia é definida como aquela que se manifesta após 32-34 semanas de gestação, caracterizada por um peso fetal abaixo do percentil 10 para a idade gestacional, geralmente com alterações mais sutis no Doppler.
A RCF tardia possui uma associação significativamente menor com a pré-eclâmpsia e outras condições de insuficiência placentária grave, quando comparada ao fenótipo precoce, que frequentemente está ligado a essas patologias.
Não necessariamente. Na RCF tardia, as alterações no Doppler das artérias umbilicais são menos frequentes e menos graves do que na RCF precoce, podendo estar normais ou apresentar apenas aumento da resistência.
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