HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025
Uma gestante Gesta IIl / Para | (1 parto vaginal de natimorto há 4 anos) Aborto | (de primeiro trimestre), com idade gestacional de 33 semanas, procura atendimento muito preocupada pois realizou uma ultrassonografia de rotina e não esta conseguindo falar com seu obstetra para mostrar o resultado. A ultrassonografia, evidência de feto cefálico, placenta fúndica grau 3, normodramnia, peso fetal estimado de 1.600 g (percentil 2) e biometria fetal compatível com 30 semanas. Doppler de artéria umbilical normal. Qual é a conduta mais apropriada nesse caso?
RCF (PIG < P3) com Doppler umbilical normal → vigilância semanal + interrupção 37 semanas.
O caso descreve uma Restrição de Crescimento Fetal (RCF) ou Pequeno para Idade Gestacional (PIG) severo (percentil 2, biometria 30 semanas em IG 33 semanas). Com Doppler de artéria umbilical normal, a conduta é vigilância rigorosa (Doppler semanal) e interrupção da gestação em 37 semanas, desde que não haja deterioração dos parâmetros fetais.
A Restrição de Crescimento Fetal (RCF), também conhecida como Pequeno para Idade Gestacional (PIG) quando o peso está abaixo do percentil 10, é uma condição obstétrica de alto risco que exige vigilância e manejo cuidadosos. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, que avalia a biometria fetal e o peso estimado. A presença de um feto no percentil 2, como no caso, indica uma RCF severa. A dopplerfluxometria da artéria umbilical é uma ferramenta essencial na avaliação da RCF, pois reflete a resistência vascular placentária. Um Doppler normal, como no enunciado, sugere que, apesar do crescimento restrito, a função placentária ainda é adequada e o feto não apresenta sinais de hipóxia ou acidose iminente. Nesses casos, a conduta é a vigilância fetal intensiva. A vigilância inclui a repetição semanal da dopplerfluxometria da artéria umbilical, além de outros parâmetros de bem-estar fetal (perfil biofísico, cardiotocografia). O objetivo é prolongar a gestação o máximo possível para permitir a maturação fetal, sem comprometer a saúde do bebê. A interrupção da gestação é geralmente programada para 37 semanas, a menos que haja deterioração dos parâmetros de bem-estar fetal antes disso, o que indicaria a necessidade de antecipar o parto. A administração de corticoide para maturação pulmonar é considerada se a interrupção for planejada antes de 34 semanas ou em caso de risco iminente de parto prematuro.
A RCF é diagnosticada quando o peso fetal estimado ou a circunferência abdominal está abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. O caso apresenta um feto no percentil 2, indicando RCF severa.
O Doppler da artéria umbilical avalia a resistência vascular placentária. Um Doppler normal sugere que a placenta ainda está compensando, enquanto alterações indicam comprometimento fetal e necessidade de intervenção mais precoce.
Em casos de RCF com Doppler de artéria umbilical normal e ausência de outros sinais de comprometimento fetal, a gestação é geralmente interrompida eletivamente por volta das 37 semanas, com vigilância fetal rigorosa até lá.
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