SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021
No acompanhamento de pré-natal na ubsf, uma paciente na presente data com idade gestacional (ig) confirmada de 30 semanas, teve no seu exame obstétrico, a altura uterina (au) avaliada em 25cm ('menor que' p10) e batimentos cardíacos fetais (bcf) normais. nega qualquer queixa clínica ou obstétrica. há duas semanas atrás, o outro médico já havia notado uma diferença semelhante entre ig e au ('menor que' p10) e solicitou uma ultrassonografia com doppler, que ela trouxe hoje mostrando ''líquido amniótico em volume normal e ausência de sinais de insuficiência placentária''. Com base nesses dados, assinale a alternativa correta com provável hipótese diagnóstica e conduta mais adequada para essa hipótese:
AU < P10 + USG Doppler normal → RCF provável, encaminhar PNR para acompanhamento.
Uma altura uterina consistentemente abaixo do percentil 10 para a idade gestacional é um forte indicativo de restrição de crescimento fetal (RCF). Mesmo com um Doppler normal, que sugere ausência de insuficiência placentária grave ou sofrimento fetal agudo, a paciente deve ser encaminhada para um pré-natal de alto risco para monitoramento intensivo e acompanhamento clínico, visando otimizar o prognóstico fetal.
A restrição de crescimento fetal (RCF) é uma condição na qual o feto não atinge seu potencial genético de crescimento, resultando em um peso estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. É uma das principais causas de morbimortalidade perinatal, associada a complicações como hipóxia, acidose, prematuridade e problemas de desenvolvimento a longo prazo. O rastreamento inicial na atenção primária é feito pela medida da altura uterina, sendo um alerta quando consistentemente abaixo do percentil 10. Uma vez levantada a suspeita de RCF pela altura uterina, a ultrassonografia obstétrica com Doppler é o exame confirmatório e de estratificação de risco. Embora o Doppler normal indique ausência de insuficiência placentária grave ou sofrimento fetal agudo, a RCF ainda é uma condição de risco. A presença de líquido amniótico em volume normal e ausência de sinais de insuficiência placentária no Doppler são fatores favoráveis, mas não eliminam a necessidade de acompanhamento especializado. A conduta mais adequada para uma gestante com suspeita de RCF e Doppler normal é o encaminhamento para um pré-natal de alto risco. Neste ambiente, a gestação será monitorada de perto com exames seriados, como ultrassonografias para avaliação do crescimento fetal, cardiotocografia e perfil biofísico, para determinar o momento ideal do parto e intervir caso surjam sinais de comprometimento fetal. A interrupção da gestação é considerada apenas em casos de RCF grave com sinais de sofrimento fetal ou comprometimento hemodinâmico.
O diagnóstico de RCF é feito principalmente por ultrassonografia, que avalia o peso fetal estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. Outros indicadores incluem altura uterina abaixo do P10 e alterações no Doppler de artérias uterinas ou umbilicais.
A ultrassonografia com Doppler é indicada para avaliar o fluxo sanguíneo nos vasos fetais e placentários, auxiliando na identificação de insuficiência placentária e na estratificação do risco de hipóxia fetal, sendo crucial para o manejo da RCF.
O pré-natal de alto risco permite um monitoramento mais frequente e especializado da gestação com RCF, incluindo cardiotocografia, perfil biofísico fetal e Doppler seriado, visando identificar precocemente sinais de comprometimento fetal e otimizar o momento do parto.
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