UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023
Paciente L.F.S, 38 anos, gestante, 36 semanas de gestação pela amenorréia. Faz acompanhamento no pré-natal de alto risco devido à pré-eclâmpsia, em uso de metildopa 1g/dia. Comparece ao PSGO para avaliar a vitalidade fetal e se diz confusa sobre quanto tempo de gestação está. Mostra o 1º ultrassom, realizado com 8 semanas. Por ele, a idade gestacional é de 35 semanas e 6 dias. Pelo 2º ultrassom, realizado com 20 semanas, hoje a idade gestacional é de 34 semanas. Pelo 3º ultrassom, realizado com 30 semanas, hoje a idade gestacional é de 32 semanas. Realizou um ultrassom no PSGO hoje e a idade gestacional pela biometria fetal é de 33 semanas. Com base no descrito acima, qual a idade gestacional CORRETA e o diagnóstico mais provável:
IG pela DUM ou USG precoce (<13s6d) é a mais confiável; USG tardio ↓ IG = RCF, não erro de data.
A idade gestacional deve ser estabelecida preferencialmente pelo primeiro ultrassom realizado até 13 semanas e 6 dias ou pela DUM confiável. A discrepância crescente entre a idade gestacional estabelecida e a biometria fetal em ultrassons subsequentes, especialmente em gestações de alto risco como pré-eclâmpsia, é um forte indicativo de Restrição de Crescimento Fetal (RCF), não de erro de data.
A datação precisa da idade gestacional é crucial no pré-natal, sendo idealmente estabelecida pelo primeiro ultrassom realizado até 13 semanas e 6 dias, ou pela data da última menstruação (DUM) confiável. Erros na datação podem levar a condutas inadequadas, mas a discrepância progressiva na biometria fetal em ultrassons subsequentes, especialmente em gestações de alto risco, deve levantar a suspeita de Restrição de Crescimento Fetal (RCF). A RCF é definida como a falha do feto em atingir seu potencial de crescimento genético, sendo uma das principais causas de morbimortalidade perinatal. Fatores de risco incluem pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, doenças renais, tabagismo e infecções. O diagnóstico é suspeitado quando a altura uterina está abaixo do esperado e confirmado por ultrassonografia com biometria fetal abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. O manejo da RCF envolve monitoramento rigoroso da vitalidade fetal, com cardiotocografia, perfil biofísico fetal e dopplervelocimetria. O tratamento da causa subjacente, como o controle da pré-eclâmpsia, é fundamental. A decisão sobre o momento do parto depende da idade gestacional, gravidade da RCF e bem-estar fetal, visando otimizar os resultados maternos e neonatais.
A datação mais precisa da idade gestacional é feita pelo primeiro ultrassom realizado até 13 semanas e 6 dias de gestação, ou pela data da última menstruação (DUM) se for confiável e a diferença com o USG precoce for mínima.
Fatores de risco incluem pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, doenças renais, tabagismo, uso de drogas, infecções congênitas, anomalias cromossômicas e gestações múltiplas.
A RCF é suspeitada quando há uma discrepância progressiva entre a idade gestacional estabelecida por USG precoce ou DUM e a biometria fetal em ultrassons subsequentes, indicando que o feto não está crescendo como esperado, e não que a data inicial estava errada.
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