FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Secundigesta, 32 anos de idade com parto anterior por via vaginal há 10 anos. Desde então, devido à ocorrência de pré-eclâmpsia nesta ocasião, evoluiu com hipertensão arterial crônica. Faz suas consultas de pré-natal na Unidade Básica de Saúde e em Unidade de Atenção Terciária. Apresenta a curva demonstrada abaixo - altura uterina e idade gestacional. Também apresenta ganho de peso materno abaixo do esperado para idade gestacional. Devido a esses dados, foi feita a hipótese de restrição de crescimento fetal. Hipótese essa confirmada por exame ultrassonográfico, caracterizando restrição de crescimento fetal tipo simétrico (classificação de Lis & Evans, 1984). Neste caso, o principal parâmetro clínico para o diagnóstico inicial de restrição de crescimento fetal é:
Altura uterina < esperado em medidas seriadas = principal parâmetro clínico inicial para RCF.
A restrição de crescimento fetal (RCF) é uma condição séria. O principal parâmetro clínico para sua suspeita inicial no pré-natal é a altura uterina abaixo do esperado para a idade gestacional em medidas seriadas, que serve como ferramenta de triagem antes da confirmação ultrassonográfica.
A Restrição de Crescimento Fetal (RCF) é uma condição na qual o feto não atinge seu potencial genético de crescimento, resultando em um peso estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. É uma das principais causas de morbimortalidade perinatal, sendo crucial sua detecção precoce no pré-natal. Fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, doenças maternas crônicas e insuficiência placentária. O diagnóstico inicial da RCF na atenção primária é predominantemente clínico. A medida da altura uterina em consultas de pré-natal seriadas é a principal ferramenta de triagem. Uma altura uterina que não cresce adequadamente ou que está consistentemente abaixo do percentil esperado para a idade gestacional deve levantar a suspeita de RCF. O ganho de peso materno inadequado também pode ser um indicativo, embora menos específico. Uma vez levantada a suspeita clínica, a confirmação diagnóstica e a classificação da RCF são realizadas por meio de ultrassonografia obstétrica. O ultrassom permite avaliar a biometria fetal, estimar o peso, verificar o volume de líquido amniótico e realizar a dopplerfluxometria, que avalia a circulação útero-placentária e fetal. A RCF simétrica, como no caso, sugere uma causa precoce ou crônica, afetando o crescimento proporcional de todos os órgãos. O manejo envolve monitoramento rigoroso e, em alguns casos, antecipação do parto.
A altura uterina é uma medida simples e não invasiva, realizada em todas as consultas de pré-natal, que permite rastrear o crescimento fetal. Uma medida abaixo do esperado para a idade gestacional, especialmente em medidas seriadas, é um forte indicativo de RCF e demanda investigação adicional.
A hipertensão arterial crônica é um fator de risco importante para RCF, pois pode comprometer o fluxo sanguíneo útero-placentário, levando a uma oferta inadequada de nutrientes e oxigênio ao feto, resultando em crescimento restrito.
O ultrassom é o método padrão ouro para confirmar e classificar a RCF, avaliando biometria fetal (circunferência abdominal, diâmetro biparietal, comprimento do fêmur), volume de líquido amniótico e dopplerfluxometria, que auxiliam na determinação da gravidade e etiologia.
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