Restrição de Crescimento Fetal: Complicações Neonatais

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2023

Enunciado

Primigesta, 40 anos, vem à consulta trazendo ecografia obstétrica de 34 semanas com crescimento fetal no percentil menor que 5. Em relação ao caso, afirma-se:I. Entre as possíveis complicações no período neonatal estão hipoglicemia, hipotermia, policitemia e hipocalcemia.II. É frequente a associação de restrição de crescimento de início tardio (após 32 semanas) com préeclâmpsia.III. O uso de ácido acetilsalicílico (AAS) está indicado em casos de restrição de crescimento de início tardio (após 32 semanas) como tratamento adjunto na redução de mortalidade fetal. Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas

  1. A) I, apenas.
  2. B) II, apenas.
  3. C) II e III, apenas.
  4. D) I, II e III.

Pérola Clínica

RCF/PIG → Complicações neonatais incluem hipoglicemia, hipotermia, policitemia e hipocalcemia.

Resumo-Chave

Recém-nascidos com Restrição de Crescimento Fetal (RCF) ou Pequenos para Idade Gestacional (PIG) têm maior risco de complicações neonatais devido às suas reservas metabólicas limitadas e imaturidade. Essas complicações incluem hipoglicemia, hipotermia, policitemia e hipocalcemia, exigindo monitoramento e manejo cuidadosos.

Contexto Educacional

A Restrição de Crescimento Fetal (RCF), definida por um peso fetal estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional, é uma condição obstétrica de grande relevância, associada a morbimortalidade perinatal aumentada. O caso apresentado, com crescimento fetal abaixo do percentil 5 em 34 semanas, configura uma RCF de início tardio, que exige monitoramento rigoroso. Recém-nascidos com RCF são particularmente vulneráveis a uma série de complicações neonatais. Devido às suas reservas energéticas limitadas e à imaturidade metabólica, são propensos a hipoglicemia, hipotermia e hipocalcemia. A policitemia também é uma complicação comum, resultante da hipóxia crônica intrauterina que estimula a eritropoiese. A associação entre RCF e pré-eclâmpsia é bem estabelecida, especialmente para RCF de início precoce, devido à fisiopatologia compartilhada de disfunção placentária. No entanto, o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) é indicado como medida profilática em gestantes de alto risco para pré-eclâmpsia e RCF, geralmente iniciado antes de 16 semanas de gestação, e não como tratamento para RCF já diagnosticada em fase avançada da gravidez. O manejo da RCF envolve monitoramento fetal, avaliação do bem-estar e, em alguns casos, a interrupção da gestação.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais complicações neonatais associadas à Restrição de Crescimento Fetal?

As principais complicações neonatais em bebês com RCF incluem hipoglicemia, hipotermia, policitemia, hipocalcemia, icterícia, dificuldades respiratórias e maior risco de infecções.

Existe associação entre RCF de início tardio e pré-eclâmpsia?

Sim, a restrição de crescimento fetal, especialmente a de início precoce, está frequentemente associada à pré-eclâmpsia, pois ambas compartilham uma fisiopatologia de disfunção placentária.

O AAS é usado como tratamento para RCF de início tardio?

Não, o AAS não é indicado como tratamento para RCF já estabelecida, especialmente de início tardio. Seu uso é profilático em gestantes de alto risco para pré-eclâmpsia e RCF, iniciado no primeiro trimestre.

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