IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
Vários fatores podem estar envolvidos na gênese da Restrição do Crescimento Fetal (RCF). São fatores de risco, de causa fetal para RCF, EXCETO:
RCF de causa fetal → infecções congênitas, cromossomopatias, gestação múltipla. Tabagismo é causa materna.
A Restrição do Crescimento Fetal (RCF) pode ter causas maternas, placentárias ou fetais. É essencial diferenciar essas etiologias para um manejo adequado. Tabagismo é um fator de risco materno bem estabelecido para RCF, não uma causa fetal direta.
A Restrição do Crescimento Fetal (RCF), definida como o feto que não atinge seu potencial genético de crescimento, é uma condição obstétrica complexa com múltiplas etiologias. É crucial para o residente em Ginecologia e Obstetrícia compreender a distinção entre as causas maternas, placentárias e fetais, pois isso direciona a investigação e o manejo. A RCF é um importante preditor de morbimortalidade perinatal. As causas fetais de RCF incluem anomalias cromossômicas (como trissomias 13, 18 e 21), síndromes genéticas, malformações congênitas e infecções congênitas (TORCH: Toxoplasmose, Outras - sífilis, Zika, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes). A gestação múltipla também é considerada um fator de risco fetal devido à competição por recursos e maior incidência de anomalias. Nesses casos, o crescimento é intrinsecamente comprometido pelo próprio feto. Por outro lado, fatores maternos como tabagismo, hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, doenças renais, diabetes, desnutrição e uso de substâncias ilícitas afetam o ambiente uterino e a oferta de nutrientes ao feto, levando à RCF. O tabagismo, especificamente, causa vasoconstrição uteroplacentária e hipóxia fetal, reduzindo o fluxo sanguíneo e o transporte de oxigênio e nutrientes. Portanto, o tabagismo é uma causa materna e não fetal direta de RCF.
Fatores maternos incluem hipertensão crônica, pré-eclâmpsia, doenças renais, diabetes pré-gestacional, tabagismo, uso de drogas ilícitas, desnutrição e doenças autoimunes, que afetam o ambiente uterino e a oferta de nutrientes.
Infecções congênitas por vírus como citomegalovírus (CMV), rubéola e toxoplasmose podem levar a danos celulares e inflamação no feto, comprometendo seu crescimento e desenvolvimento, resultando em RCF.
Na gestação múltipla, a competição por nutrientes e espaço uterino, além de complicações específicas como a síndrome de transfusão feto-fetal, aumentam significativamente o risco de RCF em um ou ambos os fetos.
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