UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
Em relação à restrição de crescimento fetal intrauterino (RCF), considere as afirmativas a seguir.I. RCF antes de 34 semanas é considerada de início precoce.II. Lesões placentárias associadas à hipoperfusão nos compartimentos fetal e materno são mais comuns no início da gestação.III. A RCF de início tardio pode apresentar pouca ou nenhuma elevação do índice de pulsatilidade da artéria umbilical, mas apresenta uma diminuição no fluxo de volume venoso umbilical.IV. A latência desde o diagnóstico até as alterações cardiovasculares tardias é menor no tipo de início precoce em comparação com o tipo de início tardio.Assinale a alternativa correta.
RCF precoce <34 sem; RCF tardia: IP artéria umbilical normal/pouco alterado, mas ↓ fluxo venoso umbilical.
A RCF precoce (<34 semanas) está mais associada a lesões placentárias graves e hipoperfusão, com alterações mais precoces no Doppler da artéria umbilical. A RCF tardia (>34 semanas) pode ter Doppler da umbilical normal, mas com alterações mais sutis no fluxo venoso e menor latência para descompensação cardiovascular.
A Restrição de Crescimento Fetal Intrauterino (RCF) é uma condição complexa definida pela incapacidade do feto de atingir seu potencial de crescimento genético, resultando em um peso estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. É uma das principais causas de morbimortalidade perinatal. A RCF é classificada em precoce (antes de 34 semanas) e tardia (após 34 semanas), com diferenças significativas em sua etiologia, fisiopatologia e manejo. A RCF de início precoce (<34 semanas) é frequentemente associada a lesões placentárias graves e hipoperfusão nos compartimentos fetal e materno, levando a alterações mais precoces e acentuadas nos parâmetros do Doppler, como o aumento do índice de pulsatilidade da artéria umbilical. Já a RCF de início tardio (>34 semanas) pode ter uma etiologia mais heterogênea e, muitas vezes, apresenta pouca ou nenhuma elevação do índice de pulsatilidade da artéria umbilical, mas pode demonstrar diminuição no fluxo de volume venoso umbilical ou outras alterações mais sutis. A latência desde o diagnóstico até as alterações cardiovasculares tardias (como centralização e alterações no ducto venoso) é menor no tipo de início precoce devido à maior gravidade da insuficiência placentária. A compreensão dessas diferenças é crucial para o monitoramento adequado, a tomada de decisão sobre o momento do parto e a otimização dos resultados perinatais, sendo um tópico de grande relevância para residentes de obstetrícia.
A RCF de início precoce é diagnosticada antes das 34 semanas de gestação e geralmente está associada a lesões placentárias mais graves e alterações mais evidentes no Doppler da artéria umbilical. A RCF de início tardio é diagnosticada após as 34 semanas, tende a ser mais sutil e pode apresentar Doppler da artéria umbilical normal.
Na RCF de início tardio, o índice de pulsatilidade (IP) da artéria umbilical pode apresentar pouca ou nenhuma elevação, diferentemente da RCF precoce. Nesses casos, outros parâmetros, como o fluxo de volume venoso umbilical e o Doppler do ducto venoso, podem ser mais sensíveis para detectar o comprometimento fetal.
As principais causas de RCF incluem insuficiência placentária (a mais comum), anomalias cromossômicas e genéticas, infecções congênitas, exposição a teratógenos, doenças maternas (hipertensão, diabetes, doenças autoimunes) e gestações múltiplas.
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