Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020
Uma gestante de trinta semanas de gravidez, possuidora de dupla lesão de valva aórtica, realizou consulta pré-natal de rotina, em que se notou altura uterina de 26 cm. Tal fato levou o obstetra da paciente a solicitar ultrassonografia, que revelou peso fetal de 1.159 g (P < 3), ILA de 12 cm, Doppler normal em artéria umbilical e artéria cerebral média. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
RCF precoce: diagnóstico antes de 32 semanas, peso fetal < P3 ou < P10 + Doppler alterado (ou outros critérios), mesmo com Doppler normal em alguns casos.
A Restrição de Crescimento Fetal (RCF) é classificada como precoce quando diagnosticada antes de 32 semanas de gestação. Um peso fetal abaixo do percentil 3 para a idade gestacional é um critério diagnóstico para RCF, independentemente dos achados do Doppler, que pode estar normal em fases iniciais ou em casos de RCF mais leve.
A Restrição de Crescimento Fetal (RCF) é uma condição séria na obstetrícia, definida pela incapacidade do feto de atingir seu potencial de crescimento genético, geralmente devido a insuficiência placentária. É um fator de risco significativo para morbimortalidade perinatal e para problemas de saúde a longo prazo. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são essenciais para otimizar os resultados. A RCF é classificada como precoce quando diagnosticada antes de 32 semanas de gestação e tardia quando após esse período. Os critérios diagnósticos incluem peso fetal estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional, ou, de forma mais grave, abaixo do percentil 3. A altura uterina abaixo do esperado é um sinal de alerta, mas a ultrassonografia com biometria fetal é fundamental para a confirmação. A fisiopatologia da RCF precoce frequentemente envolve insuficiência placentária grave, que pode levar a alterações no fluxo sanguíneo fetal, detectáveis pelo Doppler. O manejo da RCF precoce é complexo e individualizado, visando prolongar a gestação com segurança, monitorando o bem-estar fetal e o risco de hipóxia. A vigilância inclui ultrassonografias seriadas para avaliar o crescimento fetal, Doppler de artérias umbilicais e cerebrais médias, e cardiotocografia. A decisão do momento do parto é crítica, ponderando os riscos da prematuridade versus os riscos da manutenção da gestação em um ambiente intrauterino comprometido. A administração de corticoides para maturação pulmonar fetal é considerada em casos de iminência de parto prematuro.
A RCF precoce é diagnosticada antes de 32 semanas de gestação. Os critérios incluem peso fetal estimado abaixo do percentil 3 para a idade gestacional, ou abaixo do percentil 10 com Doppler alterado ou outros sinais de insuficiência placentária.
Não, um Doppler fetal normal não exclui o diagnóstico de RCF, especialmente se o peso fetal estimado estiver abaixo do percentil 3. O Doppler é importante para a estratificação de risco e manejo, mas o peso fetal é um critério diagnóstico primário.
A idade gestacional é crucial para classificar a RCF como precoce (antes de 32 semanas) ou tardia (após 32 semanas). Essa classificação influencia o manejo, o prognóstico e a intensidade da vigilância, devido às diferentes fisiopatologias e riscos associados.
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