INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Tercigesta, com ambas as gravidezes anteriores acometidas por pré-eclâmpsia, apresenta restrição de crescimento fetal intrauterino por insuficiência placentária. Encontra-se na 35ª semana de gestação, com dopplervelocimetria da artéria umbilical com diástole zero, mas com duto venoso normal.Qual é a conduta obstétrica indicada para essa paciente?
RCFU + Diástole zero artéria umbilical (35 sem) + Duto venoso normal → Cesariana eletiva.
A diástole zero na artéria umbilical indica comprometimento placentário significativo, mas o duto venoso normal sugere que a centralização fetal ainda é compensatória. Em 35 semanas, o risco de manter a gestação supera o benefício, indicando a interrupção.
A Restrição de Crescimento Fetal Intrauterino (RCFU) é uma condição complexa que afeta aproximadamente 5-10% das gestações, sendo um fator de risco significativo para morbimortalidade perinatal. A insuficiência placentária é a causa mais comum, levando a um suprimento inadequado de nutrientes e oxigênio ao feto. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para otimizar os resultados. O diagnóstico da RCFU baseia-se na avaliação do crescimento fetal por ultrassonografia e, principalmente, na dopplervelocimetria, que avalia a hemodinâmica fetal e placentária. A diástole zero na artéria umbilical é um achado preocupante, indicando aumento da resistência vascular placentária. Embora o duto venoso normal sugira uma fase compensada, a presença de diástole zero em 35 semanas de gestação, especialmente com histórico de pré-eclâmpsia, sinaliza a necessidade de intervenção. A conduta obstétrica em casos de RCFU com comprometimento dopplervelocimétrico depende da idade gestacional e da gravidade dos achados. Em 35 semanas, com diástole zero na artéria umbilical, a interrupção da gestação por cesariana eletiva é a conduta mais segura, visando evitar a progressão para descompensação fetal grave e óbito intrauterino, mesmo com o duto venoso ainda normal.
Os marcadores incluem o índice de pulsatilidade da artéria umbilical, a presença de diástole zero ou reversa na artéria umbilical, e alterações no duto venoso e artéria cerebral média.
A diástole zero indica um aumento significativo da resistência vascular placentária, comprometendo o fluxo sanguíneo para o feto e aumentando o risco de hipóxia e acidose.
O duto venoso reflete a função cardíaca fetal e a presença de fluxo reverso ou pulsação anormal é um sinal tardio e grave de descompensação fetal, indicando risco iminente de óbito.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo