HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2023
Em relação à Restrição de Crescimento Fetal assimétrico, assinale a alternativa falsa.
RCF assimétrico → centralização fetal (brain sparing) com ↑ CC/CA e ↓ líquido amniótico.
A Restrição de Crescimento Fetal (RCF) assimétrica é tipicamente causada por insuficiência placentária crônica, levando à redistribuição do fluxo sanguíneo fetal (centralização). Isso resulta em um cérebro relativamente poupado (↑ CC/CA) e redução do líquido amniótico devido à diminuição da perfusão renal.
A Restrição de Crescimento Fetal (RCF) assimétrica é a forma mais comum de RCF, geralmente manifestando-se no terceiro trimestre. Sua principal causa é a insuficiência placentária crônica, que leva à hipóxia e desnutrição fetal. O feto, em resposta a essa agressão, desenvolve mecanismos adaptativos. Um dos mecanismos mais importantes é a centralização fetal, também conhecida como 'brain sparing'. Nesse fenômeno, há uma redistribuição do fluxo sanguíneo para preservar o cérebro, coração e glândulas adrenais, em detrimento de órgãos menos vitais como os rins e o trato gastrointestinal. Isso se manifesta no ultrassom por um aumento da relação circunferência craniana/circunferência abdominal (CC/CA), pois o crescimento do abdome é mais comprometido. A centralização fetal também leva à diminuição da perfusão renal, resultando em menor produção de urina e, consequentemente, oligodrâmnio (redução do volume de líquido amniótico). A relação fêmur/CA não é um marcador primário de alteração no RCF assimétrico. A compreensão desses achados é crucial para o manejo e monitoramento de gestações com RCF.
O RCF assimétrico é caracterizado por uma desproporção no crescimento, com o abdome sendo mais afetado que a cabeça, resultando em aumento da relação circunferência craniana/circunferência abdominal (CC/CA), e frequentemente associado a oligodrâmnio.
É um mecanismo adaptativo do feto em resposta à hipóxia crônica, onde o fluxo sanguíneo é redistribuído preferencialmente para órgãos vitais como cérebro, coração e adrenais, em detrimento de outros órgãos como rins e periferia.
A centralização fetal é detectada por meio do Doppler, observando-se a diminuição da resistência na artéria cerebral média (ACM) e o aumento da resistência na artéria umbilical, alterando a relação cérebro-placentária.
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