HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Uma gestante de 32 semanas, apresenta ultrassom sugerindo restrição de crescimento fetal assimétrico, líquido amniótico de volume normal e perfil hemodinâmico fetal (PHF) <1. Isso significa:
PHF <1 em RCF assimétrico com LA normal → feto bem oxigenado, conduta expectante e vigilância.
O Perfil Hemodinâmico Fetal (PHF) avalia a redistribuição do fluxo sanguíneo fetal. Um PHF <1 indica centralização, mas se o líquido amniótico está normal, sugere que o feto ainda consegue compensar e está bem oxigenado, justificando conduta expectante e monitoramento.
A Restrição de Crescimento Fetal (RCF) é uma condição complexa que exige monitoramento rigoroso. A RCF assimétrica, geralmente associada à insuficiência placentária, manifesta-se com o feto priorizando o crescimento da cabeça em detrimento do corpo. A avaliação do bem-estar fetal é crucial para determinar o momento ideal da interrupção da gravidez, equilibrando os riscos da prematuridade com os da hipóxia crônica intrauterina. O Perfil Hemodinâmico Fetal (PHF) é um índice Doppler que combina diferentes vasos (artéria umbilical, artéria cerebral média, ducto venoso) para avaliar a adaptação fetal à hipóxia. Um PHF <1, indicando centralização, é um sinal de alerta, mas não necessariamente de sofrimento fetal grave se outros parâmetros, como o volume de líquido amniótico, estiverem normais. A interpretação conjunta de todos os parâmetros é essencial. A conduta em casos de RCF assimétrica com PHF <1 e líquido amniótico normal é expectante, com monitoramento seriado do Doppler e do bem-estar fetal. A interrupção da gravidez é considerada quando há sinais de descompensação ou atingida a idade gestacional de segurança, geralmente entre 34 e 37 semanas, dependendo da gravidade e da evolução dos parâmetros.
Um PHF <1 indica centralização do fluxo sanguíneo fetal, com redistribuição para órgãos vitais como cérebro e coração, um mecanismo compensatório à hipóxia.
O volume de líquido amniótico normal, mesmo com centralização, sugere que a função renal fetal está preservada e que a hipóxia não é grave a ponto de comprometer a perfusão renal.
A conduta resolutiva é indicada quando há sinais de descompensação fetal, como oligodrâmnio, alterações no ducto venoso, bradicardia ou desacelerações tardias na cardiotocografia.
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