Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2023
Uma gestante de 32 semanas, apresenta ultrassom sugerindo restrição de crescimento fetal assimétrico, líquido amniótico de volume normal e perfil hemodinâmico fetal (PHF) <1. Isso significa:
RCF assimétrica + PHF < 1 + LA normal → feto bem oxigenado, conduta expectante.
Um Perfil Hemodinâmico Fetal (PHF) < 1, em um contexto de RCF assimétrica e líquido amniótico normal, indica que o feto ainda não apresenta sinais de hipoxemia significativa ou acidose. A centralização é um mecanismo compensatório inicial, e um PHF < 1 sugere que a compensação é eficaz.
A restrição de crescimento fetal (RCF) é uma condição séria que afeta cerca de 5-10% das gestações e está associada a um aumento da morbimortalidade perinatal. A RCF assimétrica, que geralmente se manifesta no terceiro trimestre, é caracterizada por um crescimento desproporcional do feto, com preservação do perímetro cefálico e redução do perímetro abdominal, refletindo uma adaptação do feto à insuficiência placentária. A avaliação do bem-estar fetal em casos de RCF é fundamental e frequentemente realizada por meio da ultrassonografia Doppler. O Doppler fetal analisa o fluxo sanguíneo em diversos vasos, como a artéria umbilical (AU), a artéria cerebral média (ACM) e o ducto venoso (DV), fornecendo informações sobre a hemodinâmica fetal e o grau de hipoxemia. O Perfil Hemodinâmico Fetal (PHF) é um índice que integra diferentes parâmetros do Doppler. Um PHF < 1, geralmente resultante da centralização do fluxo (diminuição da resistência na ACM e aumento na AU), indica que o feto está ativando mecanismos compensatórios para proteger órgãos vitais, como o cérebro. Nesse estágio, com líquido amniótico normal, o feto ainda está bem oxigenado e a conduta é expectante, com monitoramento rigoroso e seriado do bem-estar fetal, visando prolongar a gestação o máximo possível sem comprometer a segurança do feto.
A RCF assimétrica ocorre quando o feto tem um crescimento desproporcional, com o perímetro cefálico preservado e o abdome reduzido, geralmente devido a uma insuficiência placentária que se manifesta mais tardiamente na gestação.
O Doppler fetal avalia o fluxo sanguíneo em vasos como a artéria umbilical, artéria cerebral média e ducto venoso. Alterações nesses fluxos, como a centralização (diminuição da resistência na artéria cerebral média e aumento na umbilical), indicam graus de adaptação ou sofrimento fetal.
Um PHF < 1 (geralmente calculado pela relação entre o Índice de Pulsatilidade da Artéria Cerebral Média e o Índice de Pulsatilidade da Artéria Umbilical) indica centralização do fluxo sanguíneo, um mecanismo compensatório inicial do feto para proteger órgãos vitais como o cérebro, sugerindo que o feto ainda está bem oxigenado.
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