Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
Em gestação de 34 semanas, complicada por restrição de crescimento fetal assimétrico, o laudo do Ultrassom Doppler evidencia perfil hemodinâmico fetal (PHF)> que 1. Isso indica que
RCF assimétrica + PHF > 1 em 34 semanas → sem sofrimento agudo, conduta expectante até 37 semanas.
Um Perfil Hemodinâmico Fetal (PHF) > 1, mesmo em RCF assimétrica, sugere que o feto ainda não apresenta sinais de sofrimento grave. A conduta é monitorar e programar o parto em idade gestacional mais segura, como 37 semanas.
A restrição de crescimento fetal (RCF) é uma condição em que o feto não atinge seu potencial genético de crescimento, sendo um importante preditor de morbimortalidade perinatal. A RCF assimétrica, mais comum, geralmente é causada por insuficiência placentária crônica, resultando em uma redistribuição do fluxo sanguíneo fetal para órgãos vitais (cérebro, coração, adrenais). O diagnóstico e monitoramento da RCF dependem fundamentalmente da ultrassonografia com Doppler. O Doppler avalia a hemodinâmica fetal, permitindo identificar sinais de adaptação e, posteriormente, de descompensação. Parâmetros como o índice de pulsatilidade da artéria umbilical, artéria cerebral média e ducto venoso são combinados para formar índices como o Perfil Hemodinâmico Fetal (PHF). Um PHF > 1 indica que, embora haja RCF, o feto ainda não está em sofrimento grave ou descompensação iminente. A conduta na RCF assimétrica depende da idade gestacional e do grau de comprometimento fetal. Em 34 semanas, com um PHF > 1, a conduta é geralmente expectante, com monitoramento intensivo do bem-estar fetal (Doppler, cardiotocografia, perfil biofísico). O objetivo é prolongar a gestação o máximo possível para reduzir os riscos da prematuridade, com a interrupção programada geralmente por volta de 37 semanas, antes que o risco de continuar a gestação supere os benefícios.
A RCF assimétrica ocorre quando o feto tem um crescimento desproporcional, com o perímetro cefálico preservado em relação ao abdome, indicando uma adaptação à insuficiência placentária crônica, geralmente no final da gestação.
O Doppler fetal avalia o fluxo sanguíneo em vasos como a artéria umbilical, artéria cerebral média e ducto venoso, fornecendo informações sobre a redistribuição de fluxo e o bem-estar fetal. O Perfil Hemodinâmico Fetal (PHF) integra esses dados para graduar a gravidade da RCF.
Com PHF > 1, o feto não apresenta sofrimento grave. A conduta é expectante, com monitoramento rigoroso do bem-estar fetal e programação do parto eletivo por volta de 37 semanas, minimizando os riscos da prematuridade.
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