RCF Assimétrica: Diagnóstico Ultrassonográfico e Implicações

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015

Enunciado

Paciente com gestação de 30 semanas, em acompanhamento pré-natal na unidade básica de saúde da família. Ao exame obstétrico: fundo uterino = 26 cm; frequência cardíaca fetal = 140 bpm. Solicitado exame de ultrassonografia obstétrica que revelou os seguintes parâmetros para 30 semanas: circunferência cefálica = percentil 25°; circunferência abdominal = percentil 8°; comprimento do fêmur = percentil 25°; peso estimado = percentil 8°. Ante o quadro clínico e os achados ultrassonográficos, qual o diagnóstico a ser firmado?

Alternativas

  1. A) Restrição do crescimento fetal do tipo simétrico.
  2. B) Restrição do crescimento fetal do tipo assimétrico.
  3. C) Restrição do crescimento fetal do tipo intermediário.
  4. D) Crescimento fetal adequado para a idade gestacional.

Pérola Clínica

RCF assimétrica: CA e peso ↓, CC e CF preservados. Ocorre no 3º trimestre por insuficiência placentária.

Resumo-Chave

A restrição de crescimento fetal (RCF) assimétrica é caracterizada por uma desproporção no crescimento, onde a circunferência abdominal e o peso estimado estão abaixo do percentil 10, enquanto a circunferência cefálica e o comprimento do fêmur são relativamente preservados. Isso ocorre devido a uma redistribuição do fluxo sanguíneo para órgãos vitais (efeito "brain sparing"), sendo mais comum no terceiro trimestre e geralmente associada à insuficiência placentária.

Contexto Educacional

A Restrição de Crescimento Fetal (RCF), ou Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR), é uma condição séria que afeta cerca de 5-10% das gestações, aumentando o risco de morbimortalidade perinatal. A classificação em simétrica e assimétrica é fundamental para entender a etiologia e o prognóstico, sendo a assimétrica mais comum e geralmente associada a problemas placentários. O diagnóstico é feito principalmente pela ultrassonografia obstétrica, que avalia as biometrias fetais (circunferência cefálica, circunferência abdominal, comprimento do fêmur) e o peso estimado. Na RCF assimétrica, a circunferência abdominal e o peso são desproporcionalmente menores, refletindo a redistribuição do fluxo sanguíneo para preservar o cérebro fetal. O tratamento da RCF envolve monitoramento rigoroso do bem-estar fetal (doppler, cardiotocografia) e, em alguns casos, a antecipação do parto. O prognóstico depende da gravidade da restrição, da idade gestacional no diagnóstico e da presença de outras comorbidades. O manejo adequado é crucial para otimizar os resultados neonatais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios ultrassonográficos para diagnosticar RCF assimétrica?

A RCF assimétrica é diagnosticada quando a circunferência abdominal e o peso estimado estão abaixo do percentil 10, enquanto a circunferência cefálica e o comprimento do fêmur são relativamente preservados, indicando uma desproporção.

Qual a principal causa da RCF assimétrica?

A principal causa é a insuficiência placentária, que leva a uma oferta inadequada de nutrientes e oxigênio ao feto, geralmente manifestando-se no terceiro trimestre da gestação.

Como diferenciar RCF assimétrica de RCF simétrica?

Na RCF assimétrica, há desproporção entre as medidas (CA e peso mais afetados), enquanto na RCF simétrica, todas as medidas (CC, CA, CF, peso) são proporcionalmente pequenas desde o início da gestação.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo