UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2020
O item a seguir apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada. Uma paciente com idade gestacional de trinta semanas apresenta quadro de restrição de crescimento fetal e diástole reversa na artéria umbilical, conforme identificado por doppler. Nessa situação, a conduta recomendada pelo protocolo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal é a administração de sulfato de magnésio à mãe, visando à neuroproteção fetal, com posterior interrupção do parto via alta.
RCF + Diástole Reversa (30 sem) → Sulfato de Magnésio (neuroproteção) + interrupção parto via alta.
A diástole reversa na artéria umbilical indica sofrimento fetal grave e iminente, exigindo interrupção da gestação. O sulfato de magnésio é crucial para neuroproteção fetal em prematuros, especialmente antes de 32-34 semanas, reduzindo o risco de paralisia cerebral.
A restrição de crescimento fetal (RCF) é uma condição obstétrica séria que pode levar a desfechos perinatais adversos. O doppler da artéria umbilical é uma ferramenta essencial para avaliar o bem-estar fetal e o grau de comprometimento placentário. A presença de diástole reversa é o estágio mais grave do comprometimento do fluxo na artéria umbilical, indicando uma resistência vascular placentária muito elevada e um risco iminente de hipóxia e acidose fetal. Nesse cenário de sofrimento fetal grave e iminente, a interrupção da gestação é frequentemente a conduta mais indicada para preservar a vida e a saúde do feto. A via alta (cesariana) é preferencial em situações de comprometimento fetal agudo ou grave, especialmente em prematuros, para minimizar o estresse do trabalho de parto. Além disso, a idade gestacional de 30 semanas coloca o feto em risco de prematuridade extrema. A administração de sulfato de magnésio à mãe, visando à neuroproteção fetal, é uma prática baseada em evidências para gestações entre 24 e 32-34 semanas que estão em risco iminente de parto prematuro. O sulfato de magnésio atua estabilizando as membranas neuronais e reduzindo o risco de lesões cerebrais, como a paralisia cerebral, em recém-nascidos prematuros. Portanto, a conduta descrita na questão está alinhada com as melhores práticas obstétricas para manejo de RCF grave com diástole reversa em prematuros.
A diástole reversa na artéria umbilical indica um fluxo sanguíneo diastólico reverso, sugerindo aumento da resistência vascular placentária e sofrimento fetal grave, com risco elevado de hipóxia e acidose fetal.
O sulfato de magnésio é administrado para neuroproteção fetal em partos prematuros, especialmente antes de 32-34 semanas, pois demonstrou reduzir o risco de paralisia cerebral e outras disfunções neurológicas em recém-nascidos prematuros.
A presença de diástole reversa na artéria umbilical em casos de restrição de crescimento fetal é um sinal de comprometimento fetal grave e geralmente indica a necessidade de interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, para evitar desfechos adversos.
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