Altura Uterina Baixa: Investigação e Manejo na Gestação

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Mulher, 25 anos, G1P0, 34 semanas de gestação, sem intercorrências vai à consulta pré-natal. Exames de rotina normais. Ganho de peso adequado. Ao exame: normotensa, altura uterina 25 cm; batimentos cardiofetais de 128 bpm; ausência de contrações uterinas. Qual deverá ser a conduta inicial?

Alternativas

  1. A) Prescrever corticoterapia.
  2. B) Carditotocografia imediata.
  3. C) Dopplervelocimetria.
  4. D) Perfil Biofísico Fetal.
  5. E) Parto cesareana por sofrimento fetal

Pérola Clínica

AU < IG - 3cm → suspeita RCF/oligodramnia → Dopplervelocimetria.

Resumo-Chave

Uma altura uterina significativamente menor que a idade gestacional (ex: >3 cm de diferença) levanta a suspeita de restrição de crescimento fetal ou oligodramnia, sendo a dopplervelocimetria o exame inicial de escolha para avaliar a circulação uteroplacentária e fetoplacentária.

Contexto Educacional

A altura uterina (AU) é uma medida fundamental no acompanhamento pré-natal, utilizada para rastrear o crescimento fetal e a idade gestacional. A regra geral é que a AU em centímetros deve ser aproximadamente igual à idade gestacional em semanas, com uma variação de ± 2 a 3 cm. No caso apresentado, uma AU de 25 cm em 34 semanas de gestação representa uma discrepância significativa (9 cm abaixo do esperado), levantando forte suspeita de restrição de crescimento fetal (RCF) ou oligodramnia. Diante de uma discrepância na altura uterina, a conduta inicial mais adequada é a investigação diagnóstica. A dopplervelocimetria fetal é o exame de escolha para avaliar a circulação uteroplacentária e fetoplacentária, fornecendo informações cruciais sobre o bem-estar fetal e a presença de insuficiência placentária. Ela avalia o fluxo sanguíneo em vasos como as artérias umbilicais, artéria cerebral média e ducto venoso. Outros exames como o perfil biofísico fetal podem ser realizados posteriormente para uma avaliação mais completa do bem-estar fetal, mas a dopplervelocimetria é o primeiro passo para elucidar a causa da baixa altura uterina. A corticoterapia seria considerada apenas se houvesse risco iminente de parto prematuro, e o parto cesariana por sofrimento fetal só seria indicado após a confirmação do sofrimento fetal por exames complementares.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da altura uterina no pré-natal?

A altura uterina é uma medida simples e eficaz para rastrear o crescimento fetal. Uma discrepância significativa em relação à idade gestacional pode indicar restrição de crescimento fetal, macrossomia, oligodramnia ou polidramnia.

Quando a dopplervelocimetria fetal é indicada?

A dopplervelocimetria fetal é indicada em casos de suspeita de restrição de crescimento fetal, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, gestações múltiplas e outras condições que afetam a circulação uteroplacentária.

Quais são as principais causas de altura uterina menor que a idade gestacional?

As principais causas incluem erro na datação da gestação, restrição de crescimento fetal, oligodramnia, óbito fetal, anomalias fetais e apresentação fetal anômala.

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