Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2026
A restrição do crescimento fetal é definida como um processo capaz de modificar e restringir o potencial de crescimento do feto. Constitui intercorrência que acomete de 5% a 10% das gestações, sendo a segunda principal causa de mortalidade perinatal. Sobre essa afecção, é INCORRETO afirmar:
RCF Estágio 1 (PFE < p3) → Vigilância semanal e parto com 37 semanas.
A RCF reflete a falha do feto em atingir seu potencial genético de crescimento, geralmente por insuficiência placentária. O manejo depende do estadiamento baseado no Doppler e biometria.
A Restrição de Crescimento Fetal (RCF) é uma das principais causas de morbimortalidade perinatal. A fisiopatologia central é a placentação inadequada, levando à hipóxia crônica. O feto responde com redistribuição hemodinâmica ('centralização'). O diagnóstico baseia-se na biometria ultrassonográfica (Peso Fetal Estimado) e na avaliação funcional pelo Doppler. A classificação em estágios (como a de Barcelona) guia a frequência do monitoramento e o momento ideal do parto, sendo essencial para evitar a morte fetal sem impor prematuridade desnecessária.
O feto Pequeno para a Idade Gestacional (PIG) é aquele com peso estimado entre o percentil 3 e 10, mas com Doppler normal e crescimento seguindo seu canal. Já a Restrição de Crescimento Fetal (RCF) envolve um processo patológico, geralmente com peso < percentil 3 ou alterações no Doppler (umbilical, cerebral média ou uterinas), indicando sofrimento ou adaptação fetal à hipóxia.
O Doppler da artéria umbilical avalia a resistência placentária. O aumento da resistência (índice de pulsatilidade elevado) indica insuficiência placentária. A evolução para diástole zero ou reversa correlaciona-se com acidose fetal e alto risco de morte, exigindo monitoramento intensivo ou interrupção imediata dependendo da idade gestacional.
No Estágio 1 (PFE < p3 ou Doppler alterado sem gravidade extrema), recomenda-se avaliação da vitalidade semanal (Doppler e perfil biofísico). A interrupção da gestação é geralmente indicada ao completar 37 semanas, visando equilibrar os riscos de prematuridade com os riscos de morte intrauterina.
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