Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2022
Quando em um ultrassom obstétrico de gestação gemelar observa-se o feto A com peso no percentil 50 e o feto B com peso no percentil 5, temos
Feto com peso < percentil 10 = restrição de crescimento fetal; percentil 10-90 = crescimento adequado.
A avaliação do crescimento fetal é feita comparando o peso estimado do feto com curvas de referência para a idade gestacional. Um feto com peso abaixo do percentil 10 é classificado como tendo restrição de crescimento, enquanto entre o percentil 10 e 90 é considerado adequado.
A avaliação do crescimento fetal é um componente crítico do cuidado pré-natal, especialmente em gestações gemelares, que apresentam maior risco de complicações. A restrição de crescimento fetal (RCF) é definida quando o peso estimado do feto está abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. É fundamental diferenciar RCF de um feto constitucionalmente pequeno, mas com crescimento adequado. Em gestações gemelares, a discordância de crescimento entre os fetos é um achado comum e pode indicar diferentes etiologias, como insuficiência placentária seletiva ou, em gestações monocoriônicas, a síndrome de transfusão feto-fetal (STFF). O diagnóstico precoce da RCF permite a implementação de um plano de monitoramento intensivo e intervenções apropriadas para otimizar os resultados perinatais. O manejo da RCF em gestações gemelares envolve vigilância rigorosa, incluindo ultrassonografias seriadas para avaliar o crescimento, dopplerfluxometria para avaliar o bem-estar fetal e, em alguns casos, intervenções como o parto antecipado. A compreensão dos percentis de peso fetal é essencial para a tomada de decisões clínicas, visando reduzir a morbimortalidade associada a essa condição.
A restrição de crescimento fetal é diagnosticada quando o peso estimado do feto está abaixo do percentil 10 para a idade gestacional, ou em casos mais graves, abaixo do percentil 3.
O monitoramento envolve ultrassonografias seriadas para avaliar o crescimento de ambos os fetos, perfil biofísico, dopplerfluxometria e cardiotocografia, buscando sinais de comprometimento fetal.
As causas incluem insuficiência placentária, síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) em gestações monocoriônicas, anomalias cromossômicas, infecções congênitas e fatores maternos como hipertensão e desnutrição.
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