UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Pacientes que sofreram queimaduras extensas necessitam de ressuscitação com volumes substancialmente maiores do que vítimas de outros tipos de trauma, especialmente nas 24 horas iniciais, e os volumes administrados são habitualmente calculados em função do peso do paciente e da porcentagem de superfície corporal queimada (%SCQ). Na reposição volêmica inicial,
Queimados extensos: débito urinário 0,5-1,0 mL/kg/h é o alvo da fluidoterapia para adultos.
A monitorização do débito urinário é crucial na ressuscitação volêmica de queimados, pois indica a adequação da perfusão renal e sistêmica, permitindo ajustes contínuos da taxa de infusão para evitar sub ou super-hidratação.
A ressuscitação volêmica em pacientes com queimaduras extensas é uma das etapas mais críticas do manejo inicial, visando combater o choque hipovolêmico resultante da grande perda de fluidos para o terceiro espaço. A estimativa da superfície corporal queimada (%SCQ) é fundamental para o cálculo inicial do volume de fluidos, sendo a "Regra dos Nove" um método rápido para adultos, mas com limitações em crianças. A Fórmula de Parkland é o padrão-ouro para o cálculo da fluidoterapia inicial, utilizando cristaloides (geralmente Ringer Lactato). A monitorização contínua da resposta do paciente é mais importante do que aderir rigidamente à fórmula, sendo o débito urinário (0,5-1,0 mL/kg/h em adultos e 1,0-1,5 mL/kg/h em crianças) o principal parâmetro para guiar os ajustes da taxa de infusão. Outros parâmetros incluem frequência cardíaca, pressão arterial e nível de consciência. A reposição de coloides é geralmente postergada para após as primeiras 12-24 horas, quando a permeabilidade capilar começa a normalizar, para evitar extravasamento e edema. O acesso venoso é mandatório em queimaduras moderadas a graves, e a monitorização do débito urinário via cateter vesical é essencial para guiar a terapia e prevenir complicações como a insuficiência renal aguda.
O principal objetivo é restaurar e manter a perfusão tecidual adequada, prevenindo o choque hipovolêmico e a disfunção orgânica, sem causar sobrecarga hídrica.
A Fórmula de Parkland calcula o volume total de cristaloides (4 mL/kg/%SCQ) a ser administrado nas primeiras 24 horas, com metade infundida nas primeiras 8 horas e a outra metade nas 16 horas seguintes.
O débito urinário reflete diretamente a perfusão renal e, indiretamente, a perfusão sistêmica. Manter um débito urinário adequado (0,5-1,0 mL/kg/h em adultos) indica que a reposição volêmica está sendo eficaz.
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