Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025
Em um paciente com choque séptico, a dosagem volêmica inicial preconizada consiste em:
Choque séptico: 30 mL/kg cristaloides IV nas 3h iniciais é a meta volêmica preconizada.
A ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides é crucial nas primeiras horas do choque séptico para restaurar a perfusão tecidual e otimizar o débito cardíaco. Essa medida inicial visa corrigir a hipovolemia relativa e absoluta, sendo um pilar fundamental no manejo precoce da sepse grave.
O choque séptico é uma condição de risco à vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, resultando em disfunção orgânica. Sua alta mortalidade exige reconhecimento e intervenção rápidos. A ressuscitação volêmica é uma das primeiras e mais críticas intervenções, visando restaurar a perfusão tecidual e a estabilidade hemodinâmica. A fisiopatologia do choque séptico envolve vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e disfunção miocárdica, levando à hipovolemia relativa e absoluta. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de infecção e disfunção orgânica. A suspeita deve ser alta em pacientes com infecção e sinais de hipoperfusão. O tratamento inicial foca em controle da fonte de infecção, antibioticoterapia de amplo espectro precoce e suporte hemodinâmico. A administração de 30 mL/kg de cristaloides nas primeiras 3 horas é uma meta fundamental das diretrizes da Surviving Sepsis Campaign, seguida por vasopressores se a hipotensão persistir. O prognóstico depende da rapidez e adequação do manejo inicial.
A ressuscitação volêmica precoce é vital para reverter a hipoperfusão tecidual, otimizar o débito cardíaco e melhorar a oxigenação dos órgãos, prevenindo a progressão para disfunção orgânica múltipla.
Cristaloides balanceados (como Ringer Lactato) ou solução salina 0,9% são os fluidos de escolha para a ressuscitação volêmica inicial no choque séptico, conforme as diretrizes atuais.
A resposta à fluidoterapia deve ser reavaliada continuamente, utilizando parâmetros dinâmicos como variação da pressão de pulso, elevação passiva das pernas e débito urinário, para evitar sobrecarga volêmica.
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