FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2020
Um jovem, vítima de ferimento por arma branca em flanco direito, encontra se na cena com sinais clínicos sugestivos de choque hemorrágico. Entende se por Ressuscitação Hemostática no Trauma:
Ressuscitação hemostática = Hipotensão permissiva (PAS 70-80 mmHg), exceto em TCE.
A ressuscitação hemostática no trauma, especialmente em pacientes com choque hemorrágico por trauma penetrante, preconiza a hipotensão permissiva. O objetivo é manter uma pressão sistólica alvo mais baixa (70-80 mmHg) para evitar a diluição dos fatores de coagulação e a exacerbação da hemorragia, exceto em casos de trauma craniano evidente, onde uma pressão mais alta é necessária para manter a perfusão cerebral.
A ressuscitação do paciente traumatizado com choque hemorrágico tem evoluído significativamente, e a ressuscitação hemostática é um pilar fundamental do manejo moderno. Para estudantes e residentes, é crucial compreender que a abordagem tradicional de infusão agressiva de grandes volumes de cristaloides para normalizar a pressão arterial tem sido substituída por estratégias que visam otimizar a coagulação e controlar a hemorragia, minimizando os efeitos deletérios da diluição e da hipotermia. A hipotensão permissiva é um componente chave da ressuscitação hemostática, especialmente em pacientes com trauma penetrante e choque hemorrágico. A ideia é manter uma pressão arterial sistólica alvo mais baixa (geralmente entre 70 e 80 mmHg) até que a fonte de sangramento possa ser controlada cirurgicamente. Essa estratégia evita o aumento da pressão hidrostática, que pode desalojar coágulos e exacerbar a hemorragia, além de prevenir a diluição dos fatores de coagulação e a hipotermia induzida por grandes volumes de fluidos frios. No entanto, é vital ressaltar que a hipotensão permissiva é contraindicada em pacientes com trauma craniano evidente, onde a manutenção de uma pressão arterial sistólica acima de 90 mmHg é essencial para garantir a perfusão cerebral e evitar lesão secundária. Além da hipotensão permissiva, a ressuscitação hemostática inclui o uso precoce e balanceado de produtos sanguíneos (hemácias, plasma e plaquetas em proporções próximas de 1:1:1), o uso de agentes antifibrinolíticos como o ácido tranexâmico, e o controle rápido da hemorragia. Dominar esses conceitos é essencial para a prática em emergências e para o sucesso em provas de residência, pois reflete as diretrizes atuais do ATLS e outras recomendações de trauma.
A ressuscitação hemostática é uma estratégia de manejo do choque hemorrágico no trauma que visa otimizar a coagulação e minimizar a perda sanguínea. Inclui hipotensão permissiva, controle rápido da hemorragia, uso precoce de produtos sanguíneos (razão 1:1:1 de plasma, plaquetas e hemácias) e prevenção da tríade letal (hipotermia, acidose e coagulopatia).
O objetivo da hipotensão permissiva é manter uma pressão arterial sistólica alvo mais baixa (geralmente entre 70-80 mmHg) em pacientes com trauma penetrante e choque hemorrágico, antes do controle cirúrgico da fonte de sangramento. Isso evita a diluição dos fatores de coagulação, a exacerbação da hemorragia e a ruptura de coágulos formados, enquanto mantém a perfusão de órgãos vitais.
A hipotensão permissiva não é indicada em pacientes com trauma craniano evidente ou suspeito, pois nesses casos é crucial manter uma pressão arterial sistólica acima de 90 mmHg para garantir a perfusão cerebral e prevenir lesão cerebral secundária. Também não é recomendada em pacientes com lesão medular, idosos ou com doença cardíaca preexistente.
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