HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Assinale a alternativa correta sobre a primeira fase da ressuscitação fluídica em pediatria:
A ressuscitação fluídica pediátrica exige avaliação contínua e individualizada da resposta do paciente, não um protocolo global rápido e cego.
A ressuscitação fluídica em pediatria deve ser um processo dinâmico e guiado pela resposta do paciente. A administração de bolus de fluidos deve ser acompanhada de reavaliações frequentes dos parâmetros clínicos para evitar sobrecarga e garantir a eficácia.
A ressuscitação fluídica é um pilar fundamental no manejo inicial de crianças em choque, especialmente o choque hipovolêmico e distributivo. No entanto, a fisiologia pediátrica difere da adulta, com menor reserva cardiovascular e maior risco de sobrecarga hídrica, tornando a administração de fluidos um processo delicado e que exige cautela. A primeira fase da ressuscitação fluídica em pediatria não preconiza a aplicação de um protocolo global e rápido de grandes volumes. Pelo contrário, a tendência atual enfatiza a administração de bolus menores de cristaloides isotônicos (geralmente 10-20 mL/kg) em intervalos curtos (15-20 minutos), com reavaliação contínua e rigorosa do paciente após cada bolus. Essa avaliação concomitante e contínua é crucial para verificar a necessidade de prosseguir com a expansão volêmica ou ajustar a conduta. Parâmetros como frequência cardíaca, tempo de enchimento capilar, nível de consciência, débito urinário e perfusão periférica devem ser monitorados de perto. O objetivo é restaurar a perfusão tecidual sem induzir sobrecarga hídrica, que pode ser deletéria, especialmente em choques cardiogênicos ou sépticos mais avançados.
A avaliação contínua é fundamental para monitorar a resposta do paciente aos fluidos, identificar sinais de melhora ou piora, e evitar a sobrecarga hídrica, que pode levar a complicações como edema pulmonar e disfunção orgânica.
Devem ser avaliados parâmetros como frequência cardíaca, tempo de enchimento capilar, pulsos periféricos, nível de consciência, débito urinário e pressão arterial, além de sinais de congestão pulmonar.
Um protocolo global não é recomendado porque as necessidades de fluidos variam amplamente entre as crianças e os tipos de choque. A abordagem deve ser individualizada, com bolus menores e reavaliações frequentes, para evitar tanto a sub-hidratação quanto a sobrecarga.
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