Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2023
Com relação à ressuscitação com controle de danos (DCR), é correto afirmar que:
DCR = Cirurgia limitada + UTI (reaquecimento, transfusão) + Reoperação definitiva.
A Ressuscitação com Controle de Danos (DCR) é uma estratégia para pacientes com trauma grave e instabilidade hemodinâmica, focando em fases distintas: controle cirúrgico inicial do sangramento e contaminação, estabilização fisiológica intensiva e, por fim, reparo cirúrgico definitivo. Seu objetivo é evitar ou reverter a tríade letal do trauma (hipotermia, acidose, coagulopatia).
A Ressuscitação com Controle de Danos (DCR) é uma abordagem estratégica e multifacetada para o manejo de pacientes com trauma grave e choque hemorrágico, visando interromper o ciclo vicioso da tríade letal (hipotermia, acidose e coagulopatia). Sua importância reside na capacidade de melhorar a sobrevida em cenários de trauma complexo, onde a cirurgia definitiva imediata pode ser inviável ou prejudicial. A DCR representa uma evolução no tratamento do trauma, reconhecendo a necessidade de estabilização fisiológica antes da correção anatômica completa. A fisiopatologia do trauma grave com hemorragia maciça leva rapidamente à tríade letal. A DCR atua em três fases principais: a primeira é a cirurgia de controle de danos, que consiste em um procedimento cirúrgico rápido e limitado para controlar o sangramento e a contaminação, com fechamento temporário da cavidade. A segunda fase ocorre na UTI, focando na ressuscitação fisiológica intensiva, que inclui reaquecimento ativo, transfusões balanceadas de hemoderivados (plasma, plaquetas e hemácias em proporções específicas) e suporte hemodinâmico para corrigir a coagulopatia e a acidose. A terceira fase é a reoperação para o reparo definitivo das lesões, uma vez que o paciente esteja fisiologicamente estável. O manejo da DCR exige uma equipe multidisciplinar e uma compreensão profunda dos princípios de ressuscitação. O uso de agentes hemostáticos, como o ácido tranexâmico, é indicado para auxiliar no controle da hemorragia. O objetivo é otimizar a perfusão tecidual, corrigir distúrbios metabólicos e de coagulação, e minimizar o tempo de exposição cirúrgica inicial, preparando o paciente para uma intervenção definitiva mais segura. Residentes devem dominar essas fases para um manejo eficaz de pacientes traumatizados graves.
A DCR é uma estratégia de manejo do trauma grave que visa estabilizar pacientes com choque hemorrágico e coagulopatia, dividindo o tratamento em fases: controle cirúrgico inicial, ressuscitação fisiológica intensiva e reparo definitivo, para evitar a tríade letal.
As fases principais são: 1) Procedimento cirúrgico limitado para controle do sangramento e contaminação com fechamento temporário; 2) Ressuscitação em UTI com reaquecimento, transfusões balanceadas e suporte hemodinâmico; e 3) Reoperação para reparo definitivo após estabilização fisiológica.
O objetivo principal da DCR é prevenir ou reverter a tríade letal do trauma (hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia), que é um ciclo vicioso de deterioração fisiológica que aumenta significativamente a mortalidade em pacientes gravemente traumatizados.
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