RCP em Pediatria com Via Aérea Avançada: Novas Diretrizes

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um lactente de 7 meses de idade, internado em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica devido a um quadro de choque séptico de foco pulmonar, apresenta subitamente deterioração clínica com bradicardia extrema evoluindo para assistolia no monitor cardíaco. A equipe prontamente inicia as manobras de ressuscitação cardiopulmonar. O paciente já se encontra em ventilação mecânica invasiva, com via aérea avançada (tubo orotraqueal) devidamente posicionada e confirmada. Considerando as recomendações atuais para o suporte avançado de vida em pediatria, a conduta correta em relação à técnica de compressão e ventilação durante a ressuscitação é:

Alternativas

  1. A) Realizar compressões torácicas a uma frequência de 100 a 120 por minuto, com profundidade de aproximadamente 4 cm, e fornecer ventilações assíncronas a uma frequência de uma incursão a cada 2 a 3 segundos.
  2. B) Executar a ressuscitação mantendo a relação de 15 compressões para 2 ventilações de forma coordenada, com profundidade de um terço do diâmetro anteroposterior do tórax, mesmo com a via aérea avançada.
  3. C) Aplicar compressões torácicas a uma frequência de 120 a 140 por minuto, com profundidade de 4 cm, e ventilações assíncronas em uma frequência de 12 a 20 incursões por minuto.
  4. D) Manter compressões torácicas a uma frequência de 100 a 120 por minuto, com profundidade de 5 cm, garantindo ventilações assíncronas na frequência de uma incursão a cada 6 segundos.

Pérola Clínica

RCP Pediatria + Via Aérea Avançada → 100-120 compressões/min + 1 ventilação a cada 2-3s (assíncronas).

Resumo-Chave

Com via aérea avançada, a RCP em pediatria deve ser assíncrona, com ventilações mais frequentes (20-30/min) do que em adultos para otimizar a oxigenação e ventilação.

Contexto Educacional

A ressuscitação cardiopulmonar em pediatria foca intensamente na oxigenação e ventilação, visto que a maioria das paradas cardiorrespiratórias (PCR) nesta faixa etária tem etiologia hipóxica ou respiratória, diferentemente da etiologia predominantemente cardíaca em adultos. A transição para a via aérea avançada durante o Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) visa garantir a patência da via aérea e permitir ventilações eficazes sem interrupção das compressões. As diretrizes de 2020 da American Heart Association (AHA) aumentaram a frequência respiratória recomendada durante a RCP com via aérea avançada para 20-30 ventilações por minuto. Estudos demonstraram que frequências respiratórias mais altas estão associadas a melhores taxas de retorno à circulação espontânea (RCE) e sobrevida em crianças. A manutenção de compressões de alta qualidade (frequência de 100-120/min e profundidade adequada) permanece como o alicerce fundamental para gerar débito cardíaco artificial durante a PCR.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência de ventilação na RCP pediátrica com tubo?

De acordo com as atualizações mais recentes do PALS (AHA), uma vez estabelecida uma via aérea avançada (tubo orotraqueal ou dispositivo supraglótico), as ventilações devem ser fornecidas de forma assíncrona em uma frequência de 20 a 30 incursões por minuto. Isso equivale a uma ventilação a cada 2 a 3 segundos, o que é significativamente mais rápido do que a recomendação para adultos.

Qual a profundidade correta das compressões em lactentes?

Em lactentes (menores de 1 ano), a profundidade das compressões torácicas deve ser de aproximadamente um terço do diâmetro anteroposterior do tórax, o que corresponde a cerca de 4 cm (1,5 polegadas). Em crianças maiores, a profundidade é de cerca de 5 cm. É fundamental permitir o retorno total do tórax entre as compressões para garantir o enchimento cardíaco.

Quando a RCP é considerada assíncrona?

A RCP torna-se assíncrona no momento em que uma via aérea avançada é confirmada e fixada. Nesse cenário, o socorrista responsável pelas compressões mantém uma frequência contínua de 100 a 120 por minuto, sem pausar para as ventilações. Simultaneamente, o socorrista responsável pela via aérea fornece as ventilações na frequência recomendada, sem necessidade de coordenação com as compressões.

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